Sem salário desde março, terceirizadas suspendem limpeza de banheiros da UFMS
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]
June 7, 2026
Funcionárias terceirizadas responsáveis pela limpeza de banheiros da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, paralisaram as atividades na sexta-feira (5) após relatarem atraso de salários. Segundo relatos enviados pelo canal Direto das Ruas , cerca de 40 trabalhadoras estariam sem receber desde março. O serviço é prestado por funcionárias vinculadas à empresa Grupo M3, com sede em Brasília (DF), conforme a denúncia recebida pela reportagem. A auxiliar afirma que as trabalhadoras vinham mantendo a limpeza mesmo sem pagamento, mas decidiram interromper as atividades depois de sucessivas promessas sem solução. “Estamos desde março sem esse pagamento”, relatou uma funcionária. Segundo ela, a justificativa repassada às trabalhadoras é de que a empresa ainda não teria resolvido pendências com a UFMS, o que impediria a liberação dos valores. “Fica um jogando para o outro”, disse. Ainda conforme o relato, as funcionárias participaram de reuniões, mas não receberam previsão concreta para regularização. “A empresa começou falando que ia pagar, que ia pagar. Aí fizemos reunião atrás de reunião e eles sempre falam: segura aí, vai segurando”, afirmou. A trabalhadora também disse que o grupo decidiu não limpar mais os banheiros até que os salários sejam depositados. “A gente resolveu fazer paralisação. Desde sexta-feira a gente não limpa mais a UFMS, os banheiros, nada. A gente só vai voltar a limpar assim que o pagamento cair na conta”, declarou. Outro ponto relatado pela auxiliar é a suposta ameaça de retaliação contra quem aderiu à paralisação. “Eles ficam falando que, se a gente não limpar, vão mudar a gente de setor ou até mesmo mandar embora”, afirmou. Para ela, a situação é injusta, já que as funcionárias teriam continuado trabalhando mesmo sem receber. A auxiliar disse ainda que não há previsão para pagamento. “Não deram retorno ainda, não tem previsão, não tem justificativa. Fica enrolando a gente”, declarou. A reportagem procurou a UFMS e o Grupo M3 para saber se há atraso nos repasses, qual a situação contratual da empresa e quando os pagamentos serão regularizados. O espaço segue aberto para manifestação.
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