Empresa nega atraso a terceirizadas da UFMS e diz que salários estão em dia
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June 7, 2026
O Grupo M3 negou, em nota enviada ao Campo Grande News , que funcionárias terceirizadas responsáveis pela limpeza na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, estejam há três meses sem receber salários. A manifestação foi enviada após reportagem publicada na manhã deste domingo (7), com relatos de trabalhadoras sobre paralisação no serviço de limpeza de banheiros da instituição. Assinada por Lucas Ofugi, sócio-gerente da empresa, a nota de repúdio afirma que a reportagem teria divulgado informações “errôneas e distorcidas” sobre suposto atraso no pagamento das terceirizadas. A empresa sustenta que os salários dos colaboradores vinculados ao contrato com a UFMS “foram devidamente pagos dentro do prazo legal e permanecem rigorosamente em dia”. Na manifestação, o Grupo M3 diz que “vem a público contestar integralmente toda a matéria veiculada” e afirma repudiar o que classifica como divulgação “precipitada, irresponsável e sem a devida apuração completa dos fatos”. A empresa também afirma que as informações atingem injustamente sua imagem, de seus representantes e de pessoas que atuam no cumprimento das funções. A empresa diz ter mais de 40 anos de atuação no mercado e afirma manter histórico de pontualidade nas obrigações trabalhistas. “Jamais tendo atrasado o pagamento de salários de seus funcionários”, diz trecho da nota. Ainda conforme a manifestação, a regularidade dos pagamentos pode ser verificada junto à universidade e aos colaboradores vinculados ao contrato. “O Grupo M3 ressalta que sempre honrou seus compromissos trabalhistas e manteve o pagamento de seus colaboradores em dia, pautando sua atuação pelo respeito à legislação vigente, pela valorização de sua equipe e pela responsabilidade na execução dos contratos firmados”, afirma a nota. O posicionamento foi enviado depois que funcionárias relataram ao canal Direto das Ruas que cerca de 40 trabalhadoras estariam sem receber desde março. Uma auxiliar afirmou à reportagem que o grupo havia decidido suspender a limpeza dos banheiros da UFMS desde sexta-feira (5) e que só retomaria o serviço após o depósito dos valores. Na versão apresentada pelas trabalhadoras, a justificativa repassada a elas seria de que a empresa ainda não teria resolvido pendências com a UFMS, o que impediria a liberação dos pagamentos. Uma funcionária também relatou reuniões sem previsão concreta de regularização e citou suposta ameaça de mudança de setor ou demissão contra quem aderisse à paralisação. Ao final da manifestação, o Grupo M3 afirma manter compromisso com o diálogo, a legalidade, a dignidade dos trabalhadores e a continuidade dos serviços prestados. A empresa diz permanecer à disposição das autoridades competentes, da UFMS, dos colaboradores e da imprensa para prestar esclarecimentos. O Campo Grande News mantém espaço aberto para nova manifestação da UFMS e das trabalhadoras citadas na denúncia.
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