Cientistas descobrem em animais gene-chave que abre caminho para regenerar membros em humanos
Um só Planeta [Unofficial]
May 14, 2026
Uma descoberta envolvendo salamandras, peixes-zebra e camundongos pode aproximar a Ciência de um objetivo que parecia restrito à ficção científica: a regeneração de membros humanos. Pesquisadores identificaram um conjunto de genes compartilhados entre diferentes espécies capazes de regenerar partes do corpo. O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, aponta que os genes SP6 e SP8 desempenham papel central no processo de reconstrução de ossos e tecidos após amputações. Camundongo e seus filhotes Yanchang Wei A descoberta foi chamada pelos cientistas de um possível “Santo Graal” da medicina regenerativa. Os experimentos reuniram laboratórios especializados em três animais conhecidos por suas habilidades regenerativas: o axolote — uma salamandra capaz de reconstruir membros inteiros —, o peixe-zebra e camundongos. Os pesquisadores observaram que, durante a regeneração, os mesmos genes eram ativados na pele dos três organismos. Quando os cientistas removeram o gene SP8 dos axolotes usando a técnica de edição genética CRISPR, os animais perderam a capacidade de regenerar corretamente os ossos dos membros. Problemas semelhantes apareceram em camundongos sem os genes SP6 e SP8. Saiba mais Na etapa seguinte, os pesquisadores testaram uma terapia genética experimental em camundongos. O tratamento conseguiu estimular parcialmente o crescimento ósseo em dedos lesionados. Embora humanos não tenham a mesma capacidade natural de regeneração que salamandras, os cientistas acreditam que entender esses mecanismos pode ajudar no desenvolvimento futuro de terapias para amputados. Fêmea de peixe- zebra (Danio rerio) Wikimedia Commons Hoje, mais de 1 milhão de amputações acontecem todos os anos no mundo, segundo dados globais citados no estudo. Diabetes, acidentes, infecções e câncer estão entre as principais causas. “Isso funciona como uma prova de conceito de que talvez possamos desenvolver terapias capazes de recriar esse ambiente regenerativo em humanos”, afirmou Josh Currie, professor da Universidade Wake Forest e um dos autores da pesquisa. Os pesquisadores ressaltam que a tecnologia ainda está em estágio inicial e distante de aplicações clínicas. Mesmo assim, consideram o estudo um dos avanços mais promissores já feitos no campo da regeneração de membros. Mais Lidas
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