Aline Waiser, sócia-fundadora da Vizzela, fala sobre liderar empresa em expansão na segunda gestação
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June 7, 2026
Tem dias mais cansativos. A gravidez muda o ritmo, reorganiza as agendas, impõe um compasso que o corpo escolhe por conta própria. No entanto, Aline Waiser, diretora de Marketing e sócia-fundadora da Vizzela — marca nacional 100% vegana com cerca de 14 mil pontos de venda no Brasil —, aprendeu a receber tudo isso de outra forma na segunda gestação. Diferente de quando Ana Clara chegou, há 4 anos, desta vez, ela não sente que precisa estar em tudo ao mesmo tempo. A empresa cresceu. Ela também. Aline Waiser, sócia-fundadora da Vizzela, já é mãe de Ana Clara e está na primeira metade de sua gestação de Maria Clara Divulgação Narrador da ge TV, Jorge Iggor fala sobre paternidade, frustração e o maior desafio da carreira, a Copa do Mundo Maria Clara, a segunda filha, está a caminho. E com ela, uma versão de Aline que já não confunde presença constante com liderança de verdade. Da primeira para a segunda: o que a maternidade ensinou que a graduação não consegue Na primeira gestação, Aline se cobrava. Queria estar presente em tudo, resolver tudo, não deixar nada passar. "Na primeira gestação, eu ainda sentia que precisava dar conta de tudo perfeitamente. Agora, entendo melhor minhas prioridades e aprendi muito sobre otimizar tempo e energia." Com a chegada de Ana Clara, algo mudou na forma como ela via a liderança. A maternidade a deixou mais prática, mais empática e, talvez, o mais difícil de aprender, mais capaz de confiar. "Aprendi muito sobre confiar no meu time. Se não fosse a confiança nas outras pessoas que auxiliam na administração da Vizzela, a empresa não estaria crescendo a cada dia mais." Essa virada não foi só comportamental. Foi filosófica. Quando se entende que construir algo grande exige outras mãos, outras mentes, outras histórias, muda-se a forma de ocupar o espaço que tem. "Ninguém constrói nada sozinho", resume Aline. E o crescimento da Vizzela, com mais de 300 produtos entre maquiagem e dermocosméticos, é prova viva disso. O instinto que atravessa o escritório Há algo na maternidade que não fica em casa quando a mãe sai de manhã. Para Aline, esse algo mudou a forma como ela toma decisões, não só como mãe, mas como empreendedora. "A maternidade mudou profundamente a forma como lidero e tomo decisões. Ser mãe me ensinou que cuidar vai muito além de proteger: é antecipar necessidades, criar confiança e pensar no impacto de longo prazo das nossas escolhas." Esse olhar mais longo também chegou à marca. Hoje, quando a Vizzela se comunica — com leveza, verdade e sem filtros que distorcem a realidade —, há um pouco desse aprendizado materno ali. "A maternidade me deixou muito mais sensível às pessoas e às emoções reais. Entendemos que ninguém vive uma vida perfeita o tempo todo, e isso aproxima muito mais as pessoas da marca." Ambição e corpo não são opostos No mercado de beleza, que não desacelera, liderar grávida pode parecer um paradoxo. Aline discorda. "Respeitar meu corpo não significa diminuir minha ambição. Hoje tenho muito mais consciência de que não preciso estar acelerada o tempo inteiro para continuar crescendo." Há reorganizações, sim. Agendas que mudam, prioridades que se reordenam. Mas ela aprendeu a enxergar isso não como perda, mas como ajuste. "Aprendi a ouvir mais meu corpo e a confiar no time que construímos. No fim, crescimento saudável também passa por equilíbrio." Essa frase, dita com a tranquilidade de quem já passou pelo primeiro ciclo e chegou ao segundo com mais recurso interno, carrega o peso de tudo que a maternidade ensina sobre presença real e sobre o que significa estar inteira de verdade, em vez de estar em tudo ao mesmo tempo. Initial plugin text Lelê Saddi fala sobre liderar equipes e criar filhos ao mesmo tempo: "A maternidade me ensinou sobre tempo de qualidade" O legado que ela quer deixar para as filhas e para a marca Quando pensa no futuro, Aline não separa os dois mundos. O que ela quer construir para a Vizzela é parecido com o que quer mostrar para Ana Clara e para Maria Clara. "Quero que minhas filhas cresçam vendo uma mulher feliz com as escolhas que fez, que ama sua família, mas que também ama criar, construir e trabalhar com propósito." Para outras mulheres que sonham em empreender e formar uma família ao mesmo tempo, ela tem uma mensagem que não tem nada de positivo tóxico: "Sejam mais gentis consigo mesmas. Essa ideia de dar conta de tudo perfeitamente o tempo inteiro não existe e só gera culpa e cobrança." Equilíbrio, para ela, não é manter tudo igual o tempo todo. É saber ajustar. É reconhecer quando a carreira precisa mais, quando a família pede mais, e não se punir por isso. É pedir ajuda. É construir redes de apoio. E é entender que os maiores legados, tanto os que ficam nas prateleiras quanto os que ficam nos filhos, são feitos com consistência, leveza e, acima de tudo, com verdade.
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