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Violência online: veja momento do dia em que adolescentes ficam 2x mais vulneráveis

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 15, 2026
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Seu filho (a) joga ou fica nas redes sociais durante a noite e a madrugada? Se sim, ligue, imediatamente, um sinal de alerta. Nesse período, a insegurança online é 2,26 vezes maior, especialmente em jogos e redes sociais. Período da madrugada é o mais perigoso para os jovens Freepik É o que mostra o Mapeamento dos Fatores de Vulnerabilidade de Adolescentes Brasileiros na Internet - realizado pelo ChildFund e divulgado nesta sexta-feira (15) — durante o seminário Maio Laranja: proteger é cuidar em todo lugar” —, que aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo. Entre os fatores que tornam os jovens vulneráveis estão menor supervisão, maior isolamento e maior vulnerabilidade social. 3 erros dos pais ao flagrar os filhos vendo vídeos eróticos na web Metade dos adolescentes brasileiros já sofreu violência sexual online, aponta levantamento 📈 Como a pesquisa foi feita? O mapeamento envolveu pesquisa online com 8.436 adolescentes em todo o Brasil. Os pesquisadores também realizaram: Conversas com adolescentes; Entrevistas com perpetradores (quem comete ato ilícito ou crime), Entrevistas com sobreviventes. 👁️ Principais resultados Pense em uma sala com 10 adolescentes! Desse grupo, 4 já tiveram interação com desconhecidos (41%) no meio online. Não tem como não se assustar com esse número, especialmente quando se observa que 55% dessas interações ocorreram em aplicativos de mensagem (WhatsApp e Telegram). A partir das entrevistas com os criminosos, é possível perceber como cada plataforma é usada para atrair os adolescentes: Jogos → pontos de aproximação. Redes sociais → ampliação do vínculo. Mensagens privadas → escalada do abuso. O mapeamento cita também um termo muito importante para as famílias entenderem: "Grooming". Você já ouviu falar? Também conhecido como mecanismo de aliciamento, trata-se de: Um processo gradual, intencional e relacional, sustentado por afeto, escuta, validação emocional e simulação de proximidade entre pares. Isso significa que o abusador não se aproxima do seu filho ou filha de forma violenta, mas com estratégias sofisticadas como: Adaptação de linguagem; Uso de perfis falsos; Modulação de comportamento; Utilização de recursos como alteradores de voz. A pesquisa ajuda a romper com o mito do abusador como tarado babando na esquina, destacou Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund Em entrevista com uma das pessoas condenadas por abuso, os pesquisadores descobriram que o contato inicia em jogos (como GTA 5), migra para o Discord para “resolver coisas do jogo” e termina no WhatsApp para trocas íntimas. Perfil dos sobreviventes dos abusos Para entender melhor as estratégias dos abusadores, a pesquisa também traçou um perfil das pessoas sobreviventes: Perfil dos sobreviventes ChildFund O silêncio Quando sofrem violência no ambiente online, os jovens acabam ficando em silêncio, devido ao medo de julgamento, ausência de diálogo e ambientes familiares restritivos. A pesquisa mostra que, embora 50% dos adolescentes relatem alguma orientação, apenas 6% saibam como denunciar uma violência online. Um dos entrevistados sobreviventes ficou em silêncio por dois anos por medo do julgamento familiar. O distanciamento entre pais e filhos também se torna um cenário perfeito para os agressores, que atraem os jovens que não têm diálogo com a família. Como conter a violência online É natural ficar apreensivo com os dados revelados pelo levantamento. Mas, o que fazer nesse caso? A resposta não é tão simples. Mas, os pesquisadores apontam alguns caminhos, como: Fortalecimento da corresponsabilização entre estado, famílias, escolas, empresas de tecnologia e sociedade civil. Implementação, monitoramento e articulação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.

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