País que tem maior apoio dos pais à proibição das redes sociais para jovens fica na Ásia — veja o ranking
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April 18, 2026
"Você acha que as redes sociais deveriam ser proibidas para menores de 16 anos?". Para metade dos pais brasileiros (61%), a resposta é sim! É o que diz um estudo global intergeracional — encomendado pelo movimento Family First, lançado pela Fundação Varkey. Proibição dos celulares é tema de pesquisa Freepik Realizada em 15 países, a pesquisa surge em um contexto no qual o uso das mídias sociais tem sido cada vez mais questionado. Na Austrália, os jovens já não podem mais acessar essas plataformas. Por aqui, no Brasil, foi implementado o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, com medidas mais rígidas para as empresas de tecnologia, como aferição de idade mais efetiva para permitir o contato com conteúdos impróprios. Embora os pais aprovem medidas mais restritivas, como a proibição, as crianças e adolescentes não estão contentes com isso. Apenas 31% dos jovens de 9 a 18 anos apoiam a proibição. A aversão desse público a medidas restritivas já era esperada. Afinal, eles estão entre os principais consumidores de conteúdos nas redes sociais. No entanto, um dado chamou a atenção na pesquisa: a maioria dos entrevistados da Geração Z em todo o mundo (51%) apoia a interdição das redes sociais para menores de 16 anos. Só no Brasil, esse número sobe para 57%. A geração Z foi a primeira a crescer com as redes sociais desde a infância. Portanto, é um grupo que sentiu os impactos dessas plataformas em sua saúde mental, principalmente com relação à exposição. As conclusões do estudo, apresentadas na última terça-feira (14), ainda são preliminares. A expectativa é que os resultados completos sejam publicados em junho pelo Family First. O intuito da pesquisa foi entrevistar crianças, pais, avós e até a geração Z para entender como as famílias veem a proibição do uso das redes sociais. ECA Digital impõe limites a IAs: “Não podem virar namoradas de adolescentes” Os pais devem olhar o celular dos filhos? Confira o ranking dos países em que os pais mais apoiam a proibição das redes sociais para menores de 16 anos: Malásia (77%) Índia (75%) França (74%) Os menores níveis de apoio Japão (38%) Nigéria (39%) EUA (51%) Apoio dos jovens à proibição das redes sociais Malásia (62%) Índia (62%) China (50%) Menores aceitações Japão (20%) Argentina (26%) Suécia (26%) Globalmente, apenas 37% das crianças apoiam a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos. Apoio da geração Z Mais alto Índia (73%), Emirados Árabes Unidos (67%) Malásia (65%) Mais baixo Japão (28%) Reino Unido (40%) Canadá (40%) Para Sunny Varkey, fundador da Family First e da Fundação Varkey, a pesquisa mostra uma tensão crescente que as famílias estão enfrentando no mundo digital. "Pais em todo o mundo estão cada vez mais preocupados com o impacto que as redes sociais podem estar causando em seus filhos", destacou. Segundo ele, o objetivo do Family First não é simplesmente debater proibições, mas iniciar uma conversa mais ampla sobre como a tecnologia está moldando as relações familiares e os valores com os quais os jovens crescem. "Se queremos famílias mais fortes no futuro, precisamos ajudar as crianças a desenvolverem relações saudáveis com a tecnologia hoje", finalizou. Como a pesquisa foi feita? O estudo foi feito pela agência de pesquisa We Are Family. Foram entrevistadas: Pais: 6 mil Jovens de 9 a 18 anos: 6 mil Avós de crianças e adolescentes de 9 a 18 anos: 3 mil Geração Z: 3 mil A pesquisa foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2026 e incluiu os países: Argentina Austrália Brasil Canadá China França Índia Japão Quênia Malásia Nigéria Suécia Emirados Árabes Unidos, Reino Unido Estados Unidos
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