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Colômbia e Países Baixos entregam à presidência da COP plano para acelerar transição justa e reduzir dependência de combustíveis fósseis

Um só Planeta [Unofficial] June 23, 2026
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Nesta terça-feira (26), os governo da Colômbia e dos Países Baixos apresentaram na Semana de Clima de Londres, na Inglaterra, o relatório final da Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis (TAFF-1), que foi realizada em Santa Marta, na Colômbia, entre 24 e 29 de abril deste ano. O processo internacional multissetorial foi coorganizado pelas duas nações e reuniu governos, sociedade civil, povos indígenas, setor privado, academia e juventude de 57 países. O documento foi entregue à Presidência da COP30, com o objetivo de contribuir para os esforços globais de avanço da transição para longe dos combustíveis fósseis. “A transição para longe dos combustíveis fósseis já não está em debate, nem é uma aspiração distante. Ela se tornou uma agenda global, baseada na ciência e impulsionada pela sociedade civil. Em um momento de crescente incerteza energética e instabilidade geopolítica, a coalizão construída por meio do processo TAFF demonstra que países, povos e governos subnacionais podem trabalhar juntos para promover soluções concretas e tornar realidade uma transição justa e urgente”, afirmou Irene Vélez Torres, ministra do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia. Já Stientje van Veldhoven, ministra de Política Climática e Crescimento Verde dos Países Baixos, ressaltou que "os países reunidos na Colômbia representam cerca de 30% da demanda global por energia e aproximadamente 20% da oferta mundial. Juntos, começamos a nos organizar em escala para enfrentar esse desafio, ao mesmo tempo em que assumimos o compromisso de manter esse engajamento no longo prazo. Saiba mais As conclusões do TAFF-1 trazem cinco inovações centrais: 1. Transição como transformação econômica e soberania energética: O relatório apresenta a transição para longe dos combustíveis fósseis não apenas como uma necessidade climática, mas como uma agenda de transformação econômica e soberania energética, que exige mudanças estruturais nos sistemas econômicos e de governança que sustentam a dependência de atividades extrativas, especialmente no Sul Global. 2. Coerência entre clima e economia: O documento destaca que a ambição climática não pode avançar isoladamente. É necessário alinhar os processos da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) com debates internacionais sobre comércio, dívida, tributação, financiamento e investimento, garantindo ao mesmo tempo uma abordagem baseada em direitos e adaptada às realidades territoriais. 3. Coalizão aberta para implementação: O processo criou uma coalizão flexível de implementação que reúne 57 países, 14 capítulos temáticos de partes interessadas e três frentes de trabalho voltadas à transformação da ambição em ação concreta. 4. Dos diagnósticos às soluções: O relatório identifica caminhos concretos para acelerar uma transição justa e ordenada, incluindo: Roadmaps (ou "mapas do caminho") nacionais de transição baseados na ciência; Reformas na arquitetura financeira internacional para enfrentar o peso das dívidas e dos subsídios aos combustíveis fósseis; Estratégias para descarbonizar balanças comerciais. 5. Renovação do multilateralismo: O processo de Santa Marta é apresentado como uma demonstração de que atores diversos ainda podem convergir em torno de soluções comuns, fortalecendo confiança, solidariedade e cooperação em um contexto geopolítico fragmentado. Apresentação do relatório final da Primeira Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis (TAFF-1), realizada em Santa Marta, na Colômbia Wilder García/ Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia O relatório conclui que a transição para longe dos combustíveis fósseis já está em curso em diversas regiões do mundo, mas continua limitada por fatores como a dependência econômica dos combustíveis fósseis, o alto custo do capital, o endividamento das nações e a falta de coordenação internacional. Por isso, as áreas prioritárias de ação definidas no relatório são o fortalecimento da cooperação internacional, a maior coerência entre políticas públicas, o desenvolvimento de roadmaps nacionais e regionais de transição, a transformação dos sistemas financeiros para apoiar a transição e o alinhamento do comércio e dos investimentos com a transformação econômica verde. O relatório também estabelece um marco para a continuidade da cooperação internacional por meio de grupos de trabalho dedicados ao apoio a estratégias nacionais, mobilização de financiamento, superação de barreiras estruturais e intercâmbio de soluções práticas. Próximos passos O Processo de Santa Marta continuará por meio de três frentes de trabalho: * Apoio a roadmaps nacionais e regionais de transição; * Superação de dependências macroeconômicas e reforma da arquitetura financeira internacional; * Descarbonização das balanças comerciais e promoção da transformação econômica verde. A segunda Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis será realizada em 2027, com copresidência de Tuvalu e Irlanda, dando continuidade ao processo e aprofundando a implementação das ações acordadas. Segundo o comunicado oficial, o grupo coordenador formado pelos países anfitriões seguirá fortalecendo conexões com iniciativas internacionais existentes e com processos multilaterais relevantes, garantindo coerência com a Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) e outros marcos globais. Mais Lidas

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