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T-Rex que corre na ponta dos pés? Cientistas mudam o que sabíamos sobre o dinossauro predador

Um só Planeta [Unofficial] February 27, 2026
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Durante décadas, o imaginário popular consagrou a imagem de pesado do Tiranossauro-rex, (Tyrannosaurus rex), quase arrastando os pés pelo chão. Mas um novo estudo sugere que o maior predador do Cretáceo andava e até corria na ponta dos pés. A pesquisa, publicada na revista científica Royal Society Open Science, indica que o animal de cerca de 10 toneladas apoiava o peso principalmente nos dedos, num movimento mais próximo ao de aves terrestres modernas do que ao de um réptil volumoso. Esqueleto de Tyrannosaurus rex chamado Sue no The Field Museum, em Chicago. Wikimedia Commons Para chegar a essa conclusão, uma equipe liderada pelo College of the Atlantic analisou quatro fósseis bem preservados de T. rex. Os cientistas mediram ossos das pernas e dos pés e aplicaram três equações usadas para estimar velocidade em animais. Em seguida, simularam três formas possíveis de contato com o solo: apoiando primeiro o calcanhar, a parte central do pé ou apenas os dedos, explica o site de divulgação científica Phys.org. Os modelos foram comparados com dados de humanos e avestruzes. Paralelamente, os pesquisadores examinaram pegadas fossilizadas. As marcas mais profundas apareciam sob os dedos, um indício de que era ali que o peso se concentrava. Comparação das medidas da perna de um T. rex com pegadas fossilizadas da espécie Tyrannosauripus pillmorei. Royal Society Open Science (2026). Nos cálculos, a diferença foi significativa. Ao se deslocar na ponta dos pés, o dinossauro poderia dar mais passos em menos tempo, elevando sua velocidade máxima em cerca de 20%. As estimativas apontam que o predador alcançaria algo entre 5 e 11 metros por segundo, aproximadamente 18 a 40 km/h. Um T. rex “chapado”, com o pé inteiro no chão, seria consideravelmente mais lento. Saiba mais O padrão também ajudaria a explicar como o animal lidava com a própria massa. Em vez de passos duros e saltitantes, como os humanos ao correr, o T. rex manteria uma postura mais agachada, com passadas rápidas que funcionavam como amortecedores naturais. Esse arranjo daria mais estabilidade, inclusive em terrenos irregulares. No artigo, os autores afirmam que se trata da primeira análise biomecânica quantitativa sobre o impacto do tipo de pisada na locomoção do T. rex. Se confirmada, a hipótese exige revisão de reconstruções clássicas. Mais Lidas

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