External Publication
Visit Post

Mordidas de tubarão sobem em 2025; Estados Unidos e Austrália lideram lista

Um só Planeta [Unofficial] February 18, 2026
Source
Em 2025, houve um total de 65 mordidas de tubarão não provocadas em todo o mundo, sendo que 9 resultaram em morte, de acordo com o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, compilado pelo Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida, na Universidade da Flórida, nos EUA. No ano anterior, esse número foi de 47 e, a média dos últimos cinco anos, de 61. “As mordidas de tubarão são consequência da biologia dos animais, das condições climáticas e do número de pessoas na água no momento do incidente”, disse Gavin Naylor, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida, em comunicado. “Esses padrões globais mudam pouco de um ano para o outro. Mas os incidentes regionais oscilam bastante, e essas tendências locais são interessantes.” Saiba mais Os Estados Unidos são o país com mais registros de mordidas não provocadas - incidentes em que uma pessoa não inicia contato com um tubarão, intencionalmente ou não -, representando 38% do total do ano passado. Foram 25 casos e uma morte. Onze deles ocorreram na Flórida. Os demais foram na Califórnia, no Havaí, no Texas e na Carolina do Norte. A Austrália aparece na segunda posição, com 21 dos ataques de tubarão registrados no mundo no ano passado, um número notavelmente superior à média anual dos últimos cinco anos, que é de 13 incidentes na região. Foram cinco mortes. Tubarão-tigre Getty Images Segundo o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, o litoral do país abriga as chamadas "três grandes" espécies responsáveis ​​pela maioria dos ataques graves: tubarão-branco (Carcharodon carcharias), tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e tubarão-touro (Carcharhinus leucas). Vários casos de mordidas não provocadas ocorreram ao largo da costa de ilhas, frequentemente em águas tropicais. Por exemplo, em Samoa e nas Ilhas Canárias. As Bahamas registraram cinco mordidas não provocadas e a Nova Zelândia três em 2025. Outros países com mordidas não provocadas são Moçambique, Vanuatu, Maldivas, Ilhas Marshall e Porto Rico. O Canadá, por sua vez, registrou no ano passado o primeiro caso desde 2021. Os dados também mostram que, em 2025, ocorreu a primeira fatalidade confirmada por mordida de tubarão-cinzento (Carcharhinus obscurus). Foi na África do Sul, durante a migração anual da sardinha, na qual uma enorme população de sardinha-sul-africana (Sardinops sagax) migra do sul para as correntes mais frias ao longo da costa leste, sendo um banquete para os predadores. “A maioria das mordidas registradas no banco de dados envolve espécies não identificadas”, disse Joe Miguez, gerente do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão, em comunicado. “No momento do ataque, as testemunhas muitas vezes não conseguem identificar o tubarão, e várias espécies de tubarões intimamente relacionadas são difíceis de distinguir umas das outras sem uma análise minuciosa.” Menos tubarões De forma geral, as estatísticas globais sobre o número de mordidas de tubarão não provocadas mostram um nível notável de regularidade: as médias de 10, 20 e 30 anos para mordidas não provocadas diferem em apenas quatro, e o número médio de fatalidades para os mesmos intervalos de tempo permaneceu inalterado, com uma média de seis fatalidades por ano. Ao mesmo tempo, as populações globais de tubarões permanecem muito abaixo dos níveis históricos. “Das 1.200 espécies, 30% estão classificadas como ameaçadas de extinção”, apontou Gavin Naylor, diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida, no Museu de História Natural da Flórida. “Isso é muita coisa, especialmente porque esses animais conseguiram persistir por cerca de 330 milhões de anos. Eles sobreviveram à extinção do Permiano e à extinção do Cretáceo. Claramente, eles são resilientes, e mesmo assim, aqui estamos nós.” Uma das razões para esse declínio é a sobrepesca. E cientistas descobriram que, mesmo com medidas de proteção adicionais, a mortalidade global de tubarões devido à pesca aumentou. O Programa de Pesquisa de Tubarões da Flórida garante que as chances de uma pessoa ser mordida por um tubarão são extremamente baixas. Afogamento e ser atingido por um raio são muito mais comuns. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o afogamento é a terceira principal causa de morte por lesão não intencional no mundo. Globalmente, estima-se que os raios causem 24.000 mortes por ano.

Discussion in the ATmosphere

Loading comments...