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Próxima geração de canetas emagrecedoras promete menos injeções, menos náusea e mais músculos

Home | Época Negócios [Unofficial] June 11, 2026
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Grandes empresas do ramo farmacêutico como Pfizer, Amgen, Roche-Genentech e Boehringer Ingelheim apresentaram avanços em medicamentos à base de GLP-1 de nova geração, que prometem doses menos frequentes, menos efeitos colaterais gastrointestinais e maior preservação de massa magra. Os anúncios foram feitos durante a conferência da Associação Americana de Diabetes, realizada entre os dias 5 e 8 de junho em Nova Orleans, na Luisiana. As informações são do Washington Post. O mercado até agora pertence à Eli Lilly — fabricante do Zepbound e do Mounjaro — e à Novo Nordisk, que produz Ozempic e Wegovy. Mas as rivais apostam que simplesmente registrar um número expressivo de perda de peso não será suficiente para manter essa dominância. "A diferenciação precisa ser clinicamente relevante e preencher uma lacuna. E achamos que há muitas lacunas agora", disse ao Washington Post James List, diretor de medicina interna da Pfizer. Menos picadas A Pfizer está testando uma versão de aplicação mensal do seu GLP-1, o que reduziria as injeções anuais de 52 para, no máximo, 13 — contando com doses iniciais de adaptação. A Amgen vai mais longe e projeta aplicações da sua versão do medicamento de quatro a seis vezes por ano. "A perda de peso é incrivelmente importante, mas acima disso está viver com a doença a longo prazo e encontrar formas fáceis de manter o peso", afirmou Susan Sweeney, vice-presidente executiva de obesidade da Amgen. Menos enjoo Para reduzir os efeitos colaterais gastrointestinais, várias empresas — entre elas Roche-Genentech, Eli Lilly e Novo Nordisk — estão desenvolvendo combinações com amilina, hormônio natural produzido pelo pâncreas. Ao contrário do GLP-1 isolado, a amilina não desacelera o esvaziamento do estômago, o que tende a reduzir a náusea. "Ela dá uma sensação de saciedade — satisfação com a refeição. Não cria aversão a comer", explicou ao Washington Post Manu Chakravarthy, vice-presidente sênior da Roche-Genentech. A Novo Nordisk já pediu aprovação à FDA, em dezembro, para um medicamento que combina GLP-1 com amilina. Menos perda muscular A Boehringer Ingelheim divulgou no domingo (7) resultados de fase 3 de um GLP-1 experimental combinado com glucagon, hormônio que regula o açúcar no sangue. Em 72 semanas, pacientes perderam em média 16,6% do peso corporal — e apenas 10,8% dessa perda veio de massa magra, incluindo músculo. Os GLP-1 disponíveis atualmente provocam perdas de massa magra entre 25% e 40%. A empresa também registrou que 34% da gordura eliminada era visceral, o tipo localizado no abdômen que pode comprometer órgãos internos, e que o fígado gorduroso voltou ao normal em 6 de cada 10 pacientes com a condição. Mas vale ressaltar que, na dose mais alta do medicamento, 20% dos participantes interromperam o tratamento por efeitos adversos. *Com supervisão de Thâmara Kaoru Mais Lidas

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