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Retatrutida, nova injeção emagrecedora da Eli Lilly, reduz peso em 28%, segundo empresa

Home | Época Negócios [Unofficial] May 21, 2026
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Um medicamento experimental da farmacêutica Eli Lilly, empresa responsável pela fabricação do Mounjaro, ajudou pacientes a perder, em média, 28% do peso corporal ao longo de 80 semanas de tratamento, segundo dados divulgados pela própria empresa nesta quinta-feira (21). No grupo com obesidade grave que continuou o uso por até 104 semanas, a perda média chegou a 38,5 quilos. Os números colocam a retatrutida, como o medicamento é chamado, em patamar comparável ao da cirurgia bariátrica, que provoca redução entre 25% e 35% do peso em um a dois anos. "É a maior perda de peso que já vi em qualquer ensaio clínico com medicamento", disse a endocrinologista Susan Spratt, diretora médica sênior do Population Health Management Office da Duke Health, na Carolina do Norte, que não participou do estudo, em declaração à NBC News. O ensaio de fase 3 envolveu cerca de 2.300 pacientes com obesidade ou sobrepeso. Quase metade dos participantes que tomaram a dose mais alta perdeu 30% ou mais do peso. A Eli Lilly ainda não publicou os resultados completos em revista científica. A retatrutida é classificada como um agonista triplo: além de imitar o hormônio GLP-1 — mecanismo presente em medicamentos como Wegovy, da Novo Nordisk, e Zepbound, da própria Eli Lilly —, atua também sobre o GIP e o glucagon. Em ensaios clínicos anteriores, o Zepbound gerou perda média de 21% do peso em 72 semanas, e o Wegovy, de 15% em 68 semanas. Mas não foi feita uma comparação direta entre os três no estudo, já que eles não foram avaliados em paralelo por esta nem por outras pesquisas. Para a médica Shauna Levy, diretora do Tulane Weight Loss Center, a nova droga pode beneficiar especialmente pacientes com obesidade grave. "A cirurgia bariátrica consegue oferecer essa perda de peso, mas a retatrutida parece ser também uma ferramenta eficaz para ajudar pacientes com IMC mais alto a atingir um peso saudável", disse à NBC. Spratt também acrescentou que o medicamento pode ser útil para os cerca de 10% de pacientes que não respondem aos GLP-1s disponíveis atualmente. Entre os efeitos adversos da droga registrados no estudo estão náusea, constipação e diarreia, comuns a essa classe de medicamentos. Participantes que usaram a retatrutida também relataram, com mais frequência do que o grupo placebo, sensações cutâneas incomuns e infecções urinárias. A taxa de abandono do estudo foi maior do que a observada com o Zepbound, mas semelhante à do Wegovy, segundo a Eli Lilly. A empresa ainda não solicitou aprovação à FDA (agência reguladora americana de alimentos e medicamentos), e afirma que pretende dar entrada no pedido ainda este ano. *Com supervisão de Marisa Adán Gil Mais Lidas

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