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Rede subterrânea de fungos tem 110 quatrilhões de quilômetros de extensão, mostra estudo

Home | Época Negócios [Unofficial] June 11, 2026
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Sob nossos pés, uma gigantesca infraestrutura biológica formada por fungos micorrízicos arbusculares trabalha silenciosamente para sustentar ecossistemas e ajudar a regular o clima do planeta. Um estudo recente publicado na Science revelou que essa rede subterrânea tem 110 quatrilhões de quilômetros de comprimento, o equivalente a 750 bilhões de vezes a distância da Terra ao Sol. Pesquisadores da Sociedade para a Proteção de Redes Subterrâneas (Spun) utilizaram modelos de aprendizado de máquina com dados de mais de 16.000 amostras de solo coletadas em todo o mundo para produzir o primeiro mapa global dos fungos. "As manhãs e as noites não existem mais": como é viver em um dos lugares mais quentes e úmidos do planeta Os 'icebergs de gordura' que estão se espalhando pelos esgotos das cidades e preocupando os cientistas Cidade subterrânea sob as pirâmides do Egito? Entenda a polêmica descoberta de arqueólogos Novo fungo zumbi é descoberto na Mata Atlântica do Rio de Janeiro "Pode haver até 10 metros de rede micorrízica em apenas uma colher de chá de solo", disse o autor principal Justin Stewart, citado pelo The Guardian. Os locais com os sistemas mais densos, de acordo com o estudo, são regiões como os Everglades na Flórida, as pradarias alagadas de Sudd no Sudão do Sul e ecossistemas de pradarias e estepes. Paradoxalmente, muitas dessas áreas sofrem pressão crescente de atividades humanas e contam com baixos níveis de proteção ambiental, o que aumenta o risco de degradação das redes de fungos micorrízicos arbusculares. Também foi constatado que a densidade média em áreas agrícolas é 47,3% menor do que a observada em ecossistemas selvagens. Não são plantas nem fungos: antes das árvores, gigantes misteriosos dominavam a Terra A cidade onde as pessoas vivem embaixo da Terra por causa do calor “Muitas práticas agrícolas em larga escala prejudicam as redes de fungos”, disse Stewart. “A forma mais evidente é com técnicas como a aração, em que se penetra no solo e literalmente o revolve.” Ele acrescentou que fertilizantes ou fungicidas também podem “interromper a simbiose entre as plantas e os fungos”. Conforme alertado pelos pesquisadores, redes fúngicas de menor densidade reduzem a capacidade do solo de armazenar carbono e distribuir nutrientes e de protegerem os cursos d'água do nitrogênio, fósforo e outros produtos químicos. “Se eles desaparecerem, haverá muito mais produtos químicos nos cursos d'água”, apontou a autora Toby Kiers. “Em última análise, o objetivo da pesquisa é ajudar cientistas e tomadores de decisão a entender onde os ecossistemas fúngicos estão prosperando e onde estão ameaçados.” Initial plugin text Mais Lidas

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