Anestesia deixa o cérebro em estado mais próximo do coma do que do sono, aponta pesquisa
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June 3, 2026
Pesquisadores colocaram eletrodos em pacientes sob anestesia geral e compararam as ondas cerebrais resultantes com as de pessoas acordadas, em sono leve, em sono REM, em sono profundo e em coma. A conclusão, publicada nos Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), é que o cérebro anestesiado tem mais em comum com o de um paciente em coma do que com o de alguém dormindo. A descoberta foi reportada pelo Wall Street Journal. O padrão, no entanto, não é idêntico ao coma. O estudo identificou também semelhanças com diferentes estágios do sono, mas a proximidade com o estado de inconsciência severa surpreendeu os pesquisadores. "O cérebro não evoluiu para ser anestesiado, então queremos entender como ele se recupera disso", disse Janna Helfrich, anestesiologista e neurocientista da Universidade Yale e coautora do estudo. Milhares de pacientes passam por anestesia geral todos os dias. O procedimento é considerado seguro, mas não isento de riscos: idosos e pessoas com certas condições de saúde podem desenvolver confusão mental, perda de memória ou dificuldades de concentração no pós-operatório. Earl Miller, professor de neurociência no MIT, afirmou ao Wall Street Journal que mapear esses padrões pode ajudar médicos a manter pacientes em um estado mais próximo do sono natural, e com isso, reduzir as complicações cognitivas após a cirurgia. Para Helfrich, o próximo passo é investigar se combinações diferentes de medicamentos ou ajustes nos protocolos de infusão conseguiriam aproximar a anestesia do sono fisiológico. "Isso tornaria a anestesia mais saudável para o cérebro e permitiria evitar parte dos efeitos colaterais cognitivos", afirmou. *Com supervisão de Rennan Julio Mais Lidas
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