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Papa digital, veto de IA em sermões e rixa com Trump: as polêmicas envolvendo Leão XIV e a tecnologia em seu primeiro ano de pontificado

Home | Época Negócios [Unofficial] May 25, 2026
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Nesta segunda-feira (25), o Papa Leão XIV publicou a encíclica Magnifica humanitas, seu documento mais abrangente sobre o fenômeno da inteligência artificial. O texto pede marcos legais, supervisão independente e responsabilidade política internacional para a tecnologia, condena armas autônomas e alerta para o risco do desemprego. A publicação é o mais novo capítulo de um ano de pontificado marcado pelo posicionamento do Papa contra o uso indiscriminado da IA. Sua postura em outras frentes, inclusive, colocou o pontífice em rota de colisão com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se aproveitou do recurso para se autopromover e provocar o líder religioso. No entanto, a relação de Leão XIV com a inteligência artificial começou a ser desenhada já no momento da escolha do seu nome. Logo após o conclave realizado em maio de 2025, o pontífice explicou que o título remetia ao legado de Leão XIII, autor da encíclica Rerum Novarum (1891), escrita em resposta aos impactos sociais da Revolução Industrial. Em discurso após assumir o papado, Leão XIV declarou: “Nos dias de hoje, a Igreja oferece a todos o tesouro de sua doutrina social em resposta a uma nova revolução industrial e aos avanços no campo da inteligência artificial, que colocam novos desafios para a defesa da dignidade humana, da justiça e do trabalho.” Quatro meses depois do início do pontificado, em setembro de 2025, Leão XIV revelou ter recusado um pedido para criar uma réplica digital sua — um "papa artificial" baseado em IA que responderia perguntas sobre a fé católica a qualquer pessoa que solicitasse audiência. Em entrevista à jornalista e biógrafa Elise Allen, o pontífice disse ao Politico: "Se há alguém que não deveria ser representado por um avatar, o papa está entre os primeiros." Em fevereiro de 2026, durante encontro com o clero da Diocese de Roma, o papa foi além das questões institucionais e se dirigiu diretamente aos sacerdotes. Entre as recomendações pastorais, pediu resistência à tentação de usar IA para preparar homilias. “Assim como todos os músculos do corpo, se não os usarmos, se não os movimentarmos, eles se atrofiam. O cérebro precisa ser estimulado, por isso nossa inteligência também deve ser exercitada um pouco para não perdermos essa capacidade”, disse o pontífice, como registrou o Vatican News. Para Leão XIV, “fazer uma verdadeira homilia é compartilhar a fé”, e a IA “nunca será capaz de compartilhar a fé”. Em abril de 2026, depois que Leão XIV criticou publicamente a participação dos Estados Unidos no conflito contra o Irã, Trump respondeu publicando no Truth Social uma imagem gerada por IA em que aparecia retratado como Jesus Cristo. Este foi o segundo episódio em que Trump utilizou a estratégia para provocar o Papa e a Igreja Católica: ainda às vésperas do conclave que elegeu o atual pontífice, em maio de 2025, Trump já havia publicado uma imagem de si mesmo vestido como papa — postagem que a Conferência Católica do Estado de Nova York classificou, na época, como uma tentativa de ridicularizar um momento solene para a Igreja. Semanas depois, em um discurso na Universidade Católica da África Central, em Camarões, Leão XIV advertiu que a IA pode transformar relações em interações meramente funcionais, levando pessoas a se fechar em bolhas e a se sentirem ameaçadas por qualquer um que pense diferente. "É assim que a polarização, o conflito e a violência se propagam", afirmou. *Com supervisão de Lia Hama Mais Lidas

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