Em nova encíclica, Papa Leão XIV coloca a dignidade humana e os direitos trabalhistas no centro das discussões sobre IA
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May 14, 2026
O Papa Leão XIV deve assinar na sexta-feira (15) sua primeira encíclica posicionando a inteligência artificial como o principal desafio moral e trabalhista de uma nova revolução industrial, informa o site Axios. O documento, supostamente intitulado "Magnifica Humanitas" ("magnífica humanidade"), será a tentativa mais clara da Igreja Católica até o momento de colocar a dignidade humana, os direitos trabalhistas e a ética no centro da corrida pela IA. Veículos de imprensa católicos e europeus afirmam que Leão XIV deve assinar a encíclica sobre IA no aniversário da "Rerum Novarum" (1891), a encíclica fundamental do Papa Leão XIII sobre o trabalho na era industrial. O documento se concentrará especificamente no impacto da IA sobre "as pessoas e as condições de trabalho", enquadrando-a como o esforço de Leão XIV para modernizar o ensinamento social católico para a era da IA, segundo o jornal francês Le Monde. Outros relatos sugerem que a "Magnifica Humanitas" argumentará que a tecnologia deve permanecer subordinada aos seres humanos — e não o contrário — e que os sistemas de IA devem proteger os trabalhadores, a criatividade e a autonomia moral. O Vaticano não se pronunciou sobre o tema, mas já implementou diretrizes formais de IA e estruturas de monitoramento dentro da Cidade do Vaticano. O falecido Papa Francisco alertou repetidamente que a IA corria o risco de reduzir os humanos a meros pontos de dados e acelerar a desigualdade, a vigilância e a guerra autônoma. Apelo para ética da IA O Vaticano também apoiou o "Apelo de Roma para a Ética da IA", uma iniciativa que incentiva a transparência e o desenvolvimento de IA centrado no ser humano. As encíclicas estão entre os documentos mais importantes que um papa emite — usadas para definir prioridades e determinar como a Igreja Católica responde aos principais desafios globais. Elas frequentemente servem como roteiros para um papado, sinalizando quais questões serão prioritárias para os 1,4 bilhão de católicos do mundo. Recentemente, o Vaticano intensificou as parcerias em cibersegurança e os esforços de supervisão da IA, combinando defesa com diplomacia e ética. Em fevereiro, Leão XIV disse aos padres para não usarem IA para escrever homilias ou para buscar "curtidas" em plataformas de mídia social como o TikTok. "Esse é exatamente o perigo: máquinas substituindo o trabalho humano. E é exatamente isso que estamos vendo agora com a IA", disse Andrew Chesnut, chefe do departamento de estudos católicos da Virginia Commonwealth University. Chesnut disse que Leão XIV está tratando a IA menos como uma tendência tecnológica e mais como uma repetição da revolução industrial, com trabalhadores iniciantes já "evaporando" à medida que a automação se acelera. Este será um dos pilares fundamentais de seu papado." Ao invocar Leão XIII, o papa está traçando paralelos explícitos entre a industrialização do século XIX e a revolução da IA que está se desenrolando agora, dizem especialistas católicos. A Igreja acredita que tem um papel histórico a desempenhar novamente durante um período de transformação tecnológica. O ponto intrigante: algumas instituições católicas americanas também vêm se preparando para este momento e discutindo o uso da IA. A Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos, por exemplo, vem examinando as implicações éticas à medida que a IA molda cada vez mais a prestação de cuidados de saúde. Em resumo, o Vaticano está sinalizando que não pretende ficar de fora das discussões éticas sobre a inteligência artificial. Mais Lidas
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