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Vacina para surto de Ebola pode levar de seis a nove meses para ficar pronta, diz OMS

Home | Época Negócios [Unofficial] May 20, 2026
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta quarta-feira (20/5), que as doses da vacina considerada mais promissora para combater o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda não devem estar disponíveis para testes clínicos antes de seis a nove meses. As informações são do The Guardian. Segundo o Dr. Vasee Moorthy, responsável pelo programa de pesquisa e desenvolvimento da OMS, a vacina mais avançada usa a mesma base das imunizações contra a cepa Zaire do Ebola, mas ainda não há doses disponíveis para ensaios clínicos. Uma alternativa, desenvolvida na plataforma da Universidade de Oxford (a mesma usada pela vacina da AstraZeneca contra a Covid-19), pode chegar a testes em dois a três meses. Mas Moorthy ressaltou que há "muita incerteza", pois os dados de eficácia em animais ainda não estão disponíveis. A OMS declarou emergência de saúde pública de importância internacional na madrugada do último domingo (17/5), em resposta ao aumento dos casos da doença causados pela variante Bundibugyo nos dois países africanos. A entidade afirma que há 600 casos suspeitos e 139 mortes causadas pela doença até o momento. No entanto, projeções do Imperial College London indicam que o número real de casos na região afetada já pode ultrapassar mil. O principal obstáculo à contenção do surto é a situação de segurança na província de Ituri, onde mais de 100 mil pessoas foram deslocadas por um conflito armado nos últimos meses. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que a violência impede o funcionamento regular das unidades de saúde. Além disso, voos frequentemente cancelados também atrasam o envio de testes e insumos para a região. Há ainda um problema de diagnóstico. Malária e febre tifoide, doenças endêmicas na área, apresentam os mesmos sintomas iniciais do Ebola, o que retarda a identificação dos casos. Autoridades acreditam que o surto pode ter começado "alguns meses atrás", com um possível evento de superspreading — provavelmente um funeral — no início de maio. Chikwe Ihekweazu, chefe de emergências da OMS, disse que a prioridade imediata é mapear todas as cadeias de transmissão ativas: "Isso nos permitirá definir a real dimensão do surto e oferecer cuidado adequado." *Com supervisão de Lia Hama Mais Lidas

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