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Pai grava um vídeo por semana sobre a paternidade dos filhos e resultado emociona a web

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Entre uma conversa sobre cores, uma corrida improvisada na garagem e o caminho de volta para casa após o ensaio de uma banda infantil, o americano Blake Kasemeier encontrou uma maneira singular de registrar a infância dos filhos. Pai de duas crianças, hoje com 6 e 3 anos, ele transformou pequenos episódios do cotidiano em uma espécie de diário emocional que já emociona milhões de pessoas nas redes sociais. Blake Kasemeier e seus dois filhos Reprodução/redes sociais Câmara aprova projeto que garante atestado para quem precisa cuidar de filho doente Há mais de três anos, Kasemeier compartilha vídeos semanais relatando cenas aparentemente comuns da vida familiar. O diferencial está no olhar atento que dedica a esses momentos: em vez de destacar apenas grandes conquistas, ele registra detalhes que poderiam facilmente se perder na correria dos dias. A série, chamada This Week in Fatherhood ("Esta Semana na Paternidade"), tornou-se um fenômeno por mostrar uma versão mais autêntica da parentalidade. Em um dos episódios, ele comenta como o filho mais velho deixou de chamá-lo de "papa" para usar "papai" e, eventualmente, até "Blake". "É devastador deixar cada fase para trás", afirmou à revista People. "Sinto falta de coisas que aconteceram literalmente três meses atrás." De diário pessoal a fenômeno nas redes O projeto nasceu sem grandes pretensões. As reflexões eram registradas inicialmente apenas em um diário pessoal, enquanto Kasemeier experimentava diferentes formatos de conteúdo no TikTok, onde havia viralizado durante a pandemia com um vídeo de humor sobre o reality show Ink Master. Com o tempo, percebeu que suas histórias pessoais geravam conexão muito mais profunda com o público do que qualquer tendência da internet. Ainda assim, hesitou antes de se tornar um criador de conteúdo focado em paternidade, não se identificava nem com os pais que faziam piadas sobre o cansaço da vida familiar, nem com os perfis que mostravam uma rotina perfeita demais para ser real. Decidiu, então, observar a criação dos filhos da mesma forma que encara a escrita: prestando atenção genuína ao que acontece ao redor. "Quanto mais específico eu sou, mais as pessoas se identificam com o conteúdo. A especificidade exige um certo nível de vulnerabilidade", explicou ele. Initial plugin text Pais poderão ser demitidos após licença-paternidade? Memórias como legado para as próximas gerações Grande parte do impacto emocional dos vídeos está relacionada à forma como eles preservam pensamentos que normalmente desaparecem com o tempo. Kasemeier conhece essa sensação de perda de forma pessoal: sua mãe morreu em 2018 por causa de um câncer de pulmão, experiência que mudou sua percepção sobre memória e legado. "Eu queria muito que minha mãe tivesse feito algo assim. Eu queria muito ter tido acesso aos seus pensamentos", disse. Ao acompanhar o crescimento acelerado dos filhos, ele também passou a refletir sobre a própria passagem do tempo. "A paternidade é um lembrete constante da nossa própria impermanência", afirmou, contando que costuma calcular mentalmente sua idade em cada fase futura dos filhos. Após centenas de vídeos publicados, ele enxerga no projeto uma narrativa contínua sobre amor e transformação: "É como se fossem poemas. Existe esse conjunto de três anos que minha família pode relembrar." E resume, com simplicidade, a maior lição que tirou da experiência: "Meus filhos me amam tanto que me fazem pensar que eu preciso ser capaz de me amar pelo menos um pouco."

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