Posso me masturbar no pós-parto?
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June 19, 2026
“Posso me masturbar no pós-parto?” Anônima, por redes sociais Altos e baixos na libido? Sexóloga explica o que acontece no seu corpo Acho fantástico quando uma mulher, no puerpério, sente vontade de se masturbar. Em geral, essa é uma fase em que o desejo sexual diminui bastante – não só pelas mudanças hormonais, com estrogênio e testosterona mais baixos, mas também pelo cansaço e pela intensa conexão com o bebê, que, muitas vezes, desloca a libido para a maternidade. Posso me masturbar no pós-parto? Magnific Ainda assim, a sexualidade é diversa. A masturbação pode ser uma forma de voltar a atenção para si mesma, com prazer e autocuidado. E cada puerpério é único: há bebês que dormem mais, rotinas que se organizam melhor e experiências que fogem do que costumamos ouvir. Algumas mulheres só querem dormir, outras se sentem sobrecarregadas – e outras podem, sim, ter desejo. Em todos os casos, acolher o próprio ritmo é fundamental, sem comparações ou cobranças externas, respeitando o corpo e as emoções. A recomendação de evitar relações com penetração nos primeiros 45 dias após o parto tem a ver com a recuperação do corpo. Nesse período, é comum haver sangramento vaginal (loquiação), que diminui gradualmente, além da cicatrização de possíveis lacerações no parto vaginal ou da cesariana. A masturbação, porém, pode acontecer, inclusive a dois, desde que seja confortável para a mulher. Só é importante evitar o uso de vibradores no canal vaginal caso haja pontos na região, para não comprometer a cicatrização. Já o estímulo externo está liberado – com ou sem acessórios – e pode ser uma forma gentil de retomar o contato com o próprio prazer. Dicas de autocuidado no puerpério 1. Crie um pequeno ritual de banho relaxante, de preferência após uma mamada, quando há mais chance de pausa. Um óleo de banho pode tornar o momento ainda mais acolhedor. 2. Tome um pouco de sol. Aproveite os passeios com o bebê pela manhã, por exemplo – essa pausa pode trazer bem-estar para os dois. 3. Tente sair de casa ao menos uma vez ao dia. Pode ser algo simples: uma ida à padaria, à farmácia ou uma breve caminhada. Circular e ver o mundo lá fora faz diferença na saúde mental. Carolina Ambrogini é ginecologista, sexóloga e mãe de Marina, 12 anos, e Victor, 11 (Foto: Guto Seixas/Editora Globo) Crescer
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