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Como proteger a saúde das crianças do frio e dos vírus com mudança brusca de clima? Especialista revela dicas práticas

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… June 18, 2026
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A chegada do inverno está marcada para domingo, 21 de junho, mas o frio já dá as caras antes. Entre sexta-feira (19) e segunda-feira (22), duas frentes frias avançam pelo país em um intervalo de apenas quatro dias, com alerta para muito frio, chuvas e tempestades em várias regiões. As temperaturas entre sábado (20) e domingo (21) devem ficar bastante baixas, abaixo de 10°C em estados do Sul, no Mato Grosso do Sul e no Sudeste. Para muitas mães, a queda no termômetro vem acompanhada de uma preocupação antiga: o medo de que os filhos fiquem doentes. Termômetro, febre, doente, gripe, resfriado, srag, (Foto: Unsplash) Crescer Existem formas de aumentar a imunidade do bebê, além do leite materno? A ansiedade tem fundamento. O frio favorece a circulação de vírus respiratórios como gripe, resfriado, bronquiolite e pneumonia. O ar mais frio, a alternância entre clima seco e úmido e os ambientes fechados aumentam o risco de infecções e suas possíveis complicações nesta época do ano. Mas a boa notícia é que existem medidas simples e eficazes para reduzir esses riscos. Confira! Vacinação em dia, das crianças e dos adultos Prevenir é sempre o melhor caminho. Segundo o pediatra e infectologista Otávio Cintra, a atenção deve ser redobrada com as vacinas contra vírus respiratórios, como gripe (influenza) e Covid, sem esquecer do pneumococo, associado a otite, pneumonia e meningite, e da coqueluche, presente na vacina tríplice bacteriana. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR), grande vilão da bronquiolite em bebês, hoje pode ser prevenido com a vacinação da gestante ou com a imunização do bebê por anticorpo monoclonal. Vale lembrar que a proteção não depende só das crianças. As gestantes devem se vacinar conforme os calendários específicos, transferindo anticorpos ao bebê para os primeiros meses de vida. E pais e cuidadores também podem se vacinar, oferecendo uma camada adicional de proteção a quem está em casa. Leite materno: uma defesa natural A amamentação é uma das ferramentas mais poderosas contra infecções, inclusive as respiratórias, graças a substâncias presentes no leite materno que ajudam a proteger o bebê. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, sempre que possível, o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, podendo ser mantido depois disso de acordo com a disponibilidade. Em tempos de frio e vírus circulando, esse cuidado ganha ainda mais importância. Higiene das mãos e atenção ao ambiente Os vírus não se transmitem apenas pelo contato direto com secreções: eles também ficam em superfícies e nas mãos, favorecendo o contágio. Por isso, lavar as mãos com frequência ou usar álcool em gel é fundamental, assim como manter os ambientes limpos e ventilados. O ar seco do inverno também merece atenção, pois irrita as vias aéreas. A higiene nasal com soro fisiológico e a boa hidratação, com ingestão adequada de líquidos, ajudam a aliviar o desconforto. Arejar os ambientes é importante, mas é preciso equilíbrio: o excesso de umidade pode favorecer o mofo, que desencadeia alergias e crises de asma. Lavar cortinas e roupas de cama com frequência completa o cuidado. Pai colocando máscara em filha Getty Images "Há um movimento silencioso que atravessa a paternidade e a maternidade: esticar a infância dos filhos", reflete educador Evite o contato com pessoas doentes Vírus são agentes de fácil transmissão, e ambientes fechados aumentam o risco de contágio. Sempre que possível, evite o contato das crianças com pessoas que apresentem sintomas respiratórios, como nariz escorrendo, dor de garganta, tosse e febre. Quando indicado, o uso de máscaras também ajuda a conter a transmissão. Fique atenta aos sinais de alerta A maioria das infecções respiratórias é autolimitada e exige apenas cuidados como reforço de hidratação, lavagem nasal e alimentação adequada. A automedicação deve sempre ser evitada. Mas alguns sinais pedem avaliação do pediatra: febre persistente, dor no ouvido ou na cabeça, falta de apetite e diminuição da atividade normal da criança. Os quadros de bronquiolite e pneumonia são considerados mais graves, por afetarem os pulmões. Os sinais de alarme incluem respiração muito rápida, desconforto respiratório com afundamento das costelas, batimento das asas do nariz e queda da saturação de oxigênio. Nesses casos, a criança deve ser levada o mais rápido possível a um serviço de emergência. O frio assusta, mas com prevenção e atenção aos sinais, é possível atravessar esse fim de semana gelado protegendo a saúde dos pequenos, sem deixar o medo tomar conta.

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