Casos de bronquiolite em bebês aumentam no Brasil, diz Fiocruz
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May 15, 2026
Se o seu filho tem menos de 2 anos, este alerta é para você. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em alta em crianças pequenas em todo o Brasil, e o principal culpado é o vírus sincicial respiratório, o VSR, maior causador da bronquiolite infantil. O vírus é o principal causador da bronquiolite, inflamação na ramificação dos pulmões que atinge principalmente bebês menores de dois anos. Magnific Nas últimas semanas, quase metade dos casos de SRAG com diagnóstico confirmado foram causados pelo VSR, seguido pela Influenza A e pelo rinovírus, segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz. O crescimento foi registrado em quatro das cinco regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, com destaque para Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Para ter ideia da proporção: todo ano, cerca de 20 mil bebês menores de 1 ano são internados no Brasil por causa da bronquiolite. E os casos têm crescido. O que é o VSR e por que ele é tão perigoso para bebês O vírus sincicial respiratório, também conhecido como VSR, é um vírus comum que circula o ano todo, mas tem picos no outono e inverno. Em adultos e crianças maiores, costuma causar sintomas parecidos com os de um resfriado. Em bebês, especialmente os menores de 6 meses, pode evoluir rapidamente para bronquiolite, uma inflamação nas pequenas vias aéreas dos pulmões que dificulta a respiração. Em bebês, o VSR pode causar bronquiolite viral aguda, caracterizada pela inflamação dos bronquíolos, que são pequenas vias aéreas dos pulmões. Os sintomas iniciais se parecem com um resfriado comum: coriza, tosse, febre baixa. O problema é que em bebês pequenos o quadro pode piorar rapidamente, com chiado no peito, dificuldade para respirar, recusa para mamar e muita irritabilidade. O tratamento para bronquiolite é focado em alívio de sintomas. Magnific O pediatra infectologista e colunista da CRESCER, Renato Kfouri, destaca a associação entre crianças que desenvolvem a infecção causada pelo VSR e as que acabam tendo a sibilância recorrente, antigamente chamada síndrome do bebê chiador. "Após contrair o VSR, a criança pode pegar outros vírus depois e voltar a ficar cansada, voltar a chiar. Isso é um impacto de longo prazo da doença e não necessariamente uma nova bronquiolite". Sinais de alerta: quando ir ao pronto-socorro Procure atendimento médico imediatamente se o bebê apresentar: Respiração rápida ou com esforço visível Chiado no peito Recusa para mamar ou se alimentar Lábios ou ponta dos dedos com coloração azulada Muita prostração ou sonolência fora do norma Não espere os sintomas piorarem. Em bebês, a piora pode acontecer em poucas horas. Renato destaca que, quanto maior a área dos bronquíolos atingida, mais dificuldade respiratória a criança terá: "A doença inflama os brônquios terminais, entope com secreção e isso faz com que o bebê respire com dificuldade porque as vias aéreas estão obstruídas. Quanto maior a área, maior a dificuldade, maior a falta de ar e, muitas vezes, precisa de um cuidado hospitalar para fornecer oxigênio, suplementar e hidratar, fazer o tratamento de suporte, já que não há nenhum remédio que acabe com o vírus". Como proteger o seu filho A principal forma de prevenção é a vacina. O imunizante contra o VSR é aplicado em gestantes a partir de 28 semanas de gravidez, com o objetivo de transferir anticorpos para o bebê antes do nascimento. Para bebês prematuros e com alto risco de complicações, o SUS também oferece um anticorpo monoclonal que age de forma imediata. O VSR é o principal causador da bronquiolite e teve aumento significativo no Brasil. Magnific A vacina contra a gripe, disponível gratuitamente no SUS, protege contra a Influenza A e é indicada com prioridade para crianças menores de 6 anos, gestantes, idosos e pessoas com comorbidades. Para proteger bebês, é importante manter a vacinação e as consultas de rotina em dia, manter o aleitamento materno sempre que possível e evitar a exposição à fumaça de cigarro. Outras medidas que ajudam: lavar bem as mãos antes de pegar o bebê no colo, evitar aglomerações com o recém-nascido, e manter ambientes ventilados em casa.
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