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Paula Barbosa abre o jogo sobre pós-parto e revela como cesariana virou “parto dos sonhos”

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 19, 2026
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Paula Barbosa tem 39 anos, dois filhos — Daniel, de 9, e Arthur, de 1 ano e um mês, e uma trajetória na maternidade que pouquíssimas pessoas conhecem por trás das câmeras. A atriz que ficou conhecida nacionalmente pelo papel no remake de Pantanal, de 2022, passou por baby blues, depressão pós-parto, mioma, cirurgia, falso positivo no teste do pezinho e ainda teve que aprender, da forma mais difícil, que confiar no instinto de mãe, às vezes, é tão importante quanto confiar no médico. Paula Barbosa conta a relação da carreira com a maternidade Acervo pessoal "Quando não temos informação, a gente sofre muito", disse ela à CRESCER. "São coisas que quando você está pensando em engravidar, você não para para pensar." Duas gestações, dois mundos diferentes A primeira gravidez foi tranquila e planejada. Paula estava com quase 30 anos, a carreira caminhava bem e ela e o marido, o músico Diego Braga, decidiram que era hora. Engravidou rápido. O parto foi cesariana, não o que ela queria, mas foi bem. O puerpério veio com baby blues, que ela não reconheceu de imediato. "Na época, eu não sabia o que era baby blues. Minha família ficou preocupada, pensando em depressão pós-parto. Mas, fui entender depois que é um período que toda mulher passa, umas mais, outras menos, e é normal. Tendo informação, fiquei mais tranquila." Nove anos depois, viria o segundo filho. Porém, o caminho até Arthur foi bem mais longo e sinuoso. Mioma, cirurgia e o sonho do parto normal que não pôde ser Com o Daniel ainda bebê, Paula descobriu que tinha mioma, que são tumores benignos do músculo do útero. Com o tempo, 2 dos 9 que surgiram cresceram muito. A solução foi a cirurgia aberta para removê-los, feita entre as duas gestações. O que ela não sabia, e não foi informada, é que esse tipo de cirurgia comprometeria para sempre a possibilidade de um parto vaginal. "Quando eu engravidei do Arthur e fui falar em parto normal, todos me disseram que não era possível. O corte no útero é contrário às fibras do músculo, e o risco de rompimento na contração é muito alto. Eu não sabia que a cirurgia aberta me tiraria essa opção. Talvez, se tivesse me informado antes, tivesse pensado melhor." A atriz de Pantanal tem dois filhos e passou por sufoco com o teste do pézinho do filho mais novo. Acervo pessoal A segunda gestação também trouxe uma batalha que Paula não esperava: demorou cerca de 7 meses para engravidar, e a pressão da idade, estava com 37, 38 anos, pesava. Os médicos já cogitavam inseminação. "Quando comecei a falar sobre essa possibilidade, acho que relaxei. E aí aconteceu." A cesariana que virou o parto dos sonhos Com tudo que viveu na primeira gestação, Paula chegou ao segundo parto determinada a fazer diferente onde pudesse. Sem poder ter parto normal, focou no que estava ao seu alcance: a pediatra certa, a médica certa, e um ambiente que a respeitasse. "A equipe toda me respeitou. A gente criou um ambiente lindo. Diminuíram a luz na hora que o Arthur nasceu, me deram ele no colo imediatamente. Eu consegui colocá-lo no peito logo. Tive a golden hour que eu achava que só era possível no parto humanizado." Para Paula, essa foi a maior descoberta de toda a jornada. "O parto pode ser humanizado mesmo sendo cesariana. A gente acha que humanizado é só o parto natural, sem intervenção médica. Não é assim. Não foi o parto vaginal que eu queria, mas foi lindo, foi em paz, fui respeitada. Dá para transformar." O falso positivo no exame do pézinho Depois do nascimento de Arthur, veio o que Paula descreve como o episódio mais difícil de toda a sua trajetória na maternidade. O teste do pezinho, que ela havia pedido para fazer na versão simples, seguindo orientação da pediatra, deu positivo para uma doença grave. O marido havia sido levado pela equipe do hospital para escolher o pacote do exame, sem ela. Convencido pelos argumentos de que "o mais completo é melhor", pagou pelo teste ampliado. Quando a pediatra particular de Paula viu o resultado, pediu calma, mas pediu também um exame confirmatório com prazo de 15 a 20 dias úteis para o resultado. "Eu só chorava todo santo dia, olhava para ele e falava: não é possível, ele está bem. E aí fui entender que o teste do pezinho é uma triagem. Eles não podem dar falso negativo, então, quando não detectam uma proteína relacionada a alguma doença, dão positivo para que você investigue. Mas, até ter essa informação, você fica acabada." O resultado saiu negativo. Arthur estava bem. No entanto, o dano emocional já estava feito. "Eu já estava num buraco. Ainda ficou uma pulguinha: será que pode aparecer alguma coisa ainda? Essa espera foi muito pesada. Deu problema na amamentação, no sono, em tudo." A atriz conta que a sogra a mandou uma matéria sobre Tatá Werneck, que também passou por um falso positivo no teste do pezinho. "Foi quando comecei a procurar sobre falsos positivos e entender o que tinha acontecido. E a pediatra me explicou que o exame deveria ser feito a partir do 5º dia de vida, mas os hospitais colhem com 3 dias para garantir que as mães não saiam sem fazer. Com o corpinho ainda em adaptação, é mais comum dar resultado alterado." Depressão pós-parto: quando o buraco se aprofundou O que começou como baby blues foi se agravando. Paula foi diagnosticada com depressão pós-parto. E ainda estava tentando amamentar, algo que ela havia prometido a si mesma que faria diferente desta vez. "Na minha primeira gestação, eu não consegui amamentar. No segundo, eu falei: vou ter pediatra e consultora de amamentação desde o começo. Eram as duas coisas que eu queria garantir." Quando o medicamento para a depressão que precisava tomar era incompatível com a amamentação, foi mais um baque. Paula teve o período de baby blues, e lidou com diversas questões na gravidez. Acervo pessoal "Aí foi por água abaixo. Já estava difícil a amamentação, tive que parar. Foi mais um baquezinho que potencializou a depressão." Hoje, um ano e um mês depois do nascimento de Arthur, Paula diz que está muito melhor, mas ainda tem altos e baixos. "Tenho um cérebro muito sensível nesse sentido. Trato ansiedade há muitos anos. Então, fiquei bem assustada, mas estamos aí. Hoje, ele está saudável, lindo, maravilhoso." O instinto de mãe que falou mais alto Uma das histórias mais marcantes que Paula conta foi sobre uma tentativa, durante a primeira gravidez, aos 6 meses, de convencê-la a fazer uma cerclagem uterina, procedimento cirúrgico onde são dados pontos no colo do útero para mantê-lo fechado, prevenindo abortos no segundo trimestre e partos prematuros. O médico que a acompanhava insistiu que ela corria risco de parto prematuro imediato. Paula, desconfiada, buscou duas, três, quatro opiniões. Nenhum outro médico confirmou o diagnóstico. "Eu me apeguei ao instinto de mãe. Falei: sigo meu instinto. Não internei e fui buscar mais opiniões. Todos disseram que não havia indicação para cirurgia nenhuma." Ela reflete sobre o quanto isso a marcou. "A gente trata médico como uma entidade. Só que a gente tem que tomar muito cuidado. Passei por um médico que talvez fosse me colocar em risco só para não me perder como paciente. Num momento tão vulnerável, em que a gente não entende nada do assunto, o que a gente faz? Vai ter que seguir o instinto." Fora das telas, presente com os filhos A depressão pós-parto mudou os planos de Paula de voltar rapidamente para as novelas. Ela fez testes para séries, mas percebeu que ainda não era hora. "Mexeu muito comigo, porque eu tinha planos que não estão sendo o que eu imaginei. Mas estou escrevendo, amadurecendo projetos. E tem a música, que é uma paixão." Paula e Diego têm um disco conjunto chamado "Vem", lançado em 2014, e estão prestes a lançar três músicas novas. O filho Daniel, de 9 anos, já toca guitarra e participa das sessões musicais da família. Arthur e Daniel são os filhos de Paula Barbosa, atriz de Pantanal. Acervo pessoal "Ele fica tocando guitarra até as 10 da noite. Ele tem uma paixão de verdade. Os três fazemos música juntos, é muito legal." E o Arthur, com 1 aninho, já olha para o irmão com olhos de adoração. "Ele o idolatra. O Daniel já me ajuda muito: 'Mamãe, eu fico com ele para você esquentar a comida.' É muito bonitinho. Vai ser uma parceria de vida, os dois."

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