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Bianca Andrade: "Pra alguém entrar na minha vida hoje, tem que somar muito"

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… May 6, 2026
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Aos 31 anos, Bianca Andrade fala com objetividade sobre como a maternidade atravessou — e transformou — sua vida pessoal e profissional. Mãe de Cris, 4, do relacionamento com Fred Bruno, a criadora de conteúdo e influenciadora digital reflete sobre culpa, divisão de tempo, carreira e os desafios reais de criar um filho em meio à exposição digital. Apresentador Fred Bruno fala sobre Bianca Andrade: “Mesmo não sendo mais um casal, ainda precisamos muito um do outro” Na entrevista exclusiva à CRESCER, a empresária também comenta sobre a relação de parceria com o ex, o impacto do filho nas decisões à frente da Boca Rosa e o processo de desconstrução para entender que não precisa escolher entre ser mãe e ser ambiciosa. Bianca com Cris Arquivo pessoal CRESCER: Você já disse que, no começo da maternidade, teve medo de “deixar de ser você”. Hoje, quem é a Bianca depois do Cris? Bianca Andrade: A maternidade trouxe a minha melhor versão. O Cris é um menino muito inteligente, e eu aprendo com ele em todos os momentos. Teve um dia, por exemplo, que eu estava muito sobrecarregada com o trabalho, e ele me pediu pra gente fazer um piquenique. Com milhões de coisas pra resolver, eu topei, mas tentei acelerar ao máximo. A gente sentou na grama, ele fechou os olhinhos e falou: “Sente esse solzinho, mamãe”. Eu comecei a chorar, e agradeci muito a ele. Essa foi a minha maior mudança: aprender a viver o momento presente. C: Muita gente romantiza a maternidade, mas você expõe também os conflitos. O que você acha que ainda é tabu falar sobre ser mãe? BA: Venho pensando muito sobre a exposição das crianças às telas. Minha vivência com as redes sociais trouxe todas as dores e delícias, então sei bem o quanto isso pode afetar os nossos filhos. É muita comparação, ansiedade, pressão de todos os lados… Ao mesmo tempo, sei que existem mães que não tem uma rede de apoio e, muitas vezes, dependem de uma tela pra conseguir cozinhar, tomar um banho ou até trabalhar. Como eu viro pra essa mulher e digo que ela tá fazendo tudo errado? A maternidade é uma experiência muito individual, e o que a gente mais precisa é de compreensão. C: Sua carreira continuou crescendo mesmo depois do nascimento do seu filho. Em que momento você percebeu que não precisava escolher entre ser mãe e ser ambiciosa? BA: É um processo constante de desconstrução. Venho entendendo que uma mãe feliz é um filho feliz. Eu não preciso escolher entre a maternidade e os meus sonhos porque uma coisa alimenta a outra. Pra chegar nesse entendimento, eu tive que me libertar de muitas culpas. Sabe quando você vira pro seu filho e fala: “A mamãe vai trabalhar pra ganhar dinheiro pros seus brinquedos, suas roupinhas”? O pensamento tem que ser: “A mamãe vai trabalhar porque ela ama o que faz”. Isso faz mais sentido e traz muito mais valor na cabecinha deles. E na nossa também! Bianca é mãe de Cris Arquivo pessoal C: O que mais te faz sentir culpa hoje — e como você lida com isso na prática? BA: A culpa mora no tempo, né? Se tenho uma semana muito movimentada no trabalho, me sinto mal por não passar tanto tempo com ele. Se fico com ele e as demandas acumulam, também me cobro. Na prática, eu faço o possível e tento isolar as coisas. Se tenho 2 horas com ele, eu sou 100% dele. O que importa pra gente é a qualidade da conexão, não só a quantidade de horas. C: Como é a construção da maternidade dividida com o Fred Bruno hoje? O que mudou na relação de vocês depois que o relacionamento acabou? BA: Nossa relação hoje é de muita parceria e respeito. Quando o relacionamento acabou, a gente combinou que, antes de qualquer coisa, eu sempre seria a mãe e ele o pai do Cris. A gente conversa muito, alinha a rotina, debate sobre o que é melhor em cada situação... O Fred é um pai maravilhoso e isso facilita tudo. O segredo é sempre priorizar o nosso filho. O Cris vê os pais se respeitando, e isso não tem preço. C: Você construiu um império com a Boca Rosa. O quanto a maternidade influenciou suas decisões como empresária? BA: Influenciou em tudo! Boca Rosa foi feita pra que uma mãe possa se maquiar com a criança no colo, de um jeito rápido, descomplicado e que faça ela se sentir bem na própria pele. Os produtos são pensados pra ter uma aplicação fácil, sem retoques ou ferramentas complexas. Nosso Stick Pele, por exemplo, pode ser passado com a mão mesmo, em qualquer lugar e momento. Afinal, tem alguém que precisa mais de praticidade do que nós, mães? Bianca está aberta para formar uma família Arquivo pessoal C: Você já falou sobre a vontade de casar novamente e ter mais filhos. O que mudou na forma como você enxerga o relacionamento hoje? BA: Pra alguém entrar na minha vida hoje, tem que somar muito. Eu valorizo minha liberdade, meu espaço, meus sonhos e, lógico, o Cris. Essas sempre vão ser as prioridades, e quem topar um relacionamento comigo tem que entender isso. Sobre ter mais filhos, é uma vontade, sim! Família é tudo pra mim, mas não tenho pressa. C: Se pudesse voltar no tempo e conversar com a Bianca grávida, o que você diria para ela sobre carreira e maternidade? BA: "Calma que passa!" (risos). O puerpério foi muito difícil pra mim, com muita culpa, hormônio, dor, dificuldade em amamentar… Nada poderia ter me preparado, mesmo. Mas, como tudo na vida, a gente vai se adaptando. Acho que me aconselharia a estudar sobre o assunto, porque quando eu entendi que aquela sensação de estar fazendo tudo errado era a mais comum do mundo entre as mães, eu me senti acolhida, sabe? E sobre carreira, falaria pra ela sonhar cada vez mais alto, porque a maternidade só vai potencializar a gente. C: Muitas mulheres adiam sonhos por medo de não dar conta de tudo. Qual foi o maior “mito” que você quebrou na prática depois de virar mãe? BA: Que eu precisaria colocar os meus sonhos em segundo plano. Como te falei, não preciso escolher entre a maternidade e a minha carreira porque uma coisa alimenta a outra. Lógico que a prioridade é o Cris, mas ser uma mulher competente, empenhada e realizada é uma influência super positiva pra ele. C: Pensando no futuro: que tipo de mãe você quer ser daqui a 10 anos — e que legado você quer que o Cris veja na sua trajetória? BA: Quero ser a melhor amiga dele, e que ele sinta que pode me contar qualquer coisa sem medo de julgamento. No meu colo, ele sempre vai encontrar acolhimento e segurança. Espero que ele olhe pra minha história, pra história da nossa família, e veja uma linhagem de mulheres corajosas, que nunca tiveram vergonha de onde vieram e que sempre lutaram pelos seus sonhos. Quero que ele tenha orgulho de mim, que entenda que eu errei, acertei, mas nunca desisti. O legado que eu quero deixar é que ele entenda que a gente pode ser o que quiser no mundo, desde que nunca perca a nossa essência. Bianca e Cris Arquivo pessoal

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