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Mãe que perdeu filho de 1 ano emociona em vídeo: “Daria tudo pra minha casa não estar arrumada”

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… April 9, 2026
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Em um vídeo que comoveu as redes sociais, Nicole Soares, 22, uma influenciadora digital de Osasco (SP), faz um apelo aos pais: “Não reclamem. A gente reclama demais da vida, dos brinquedos espalhados, do bebê que chora durante uma viagem de carro... Eu daria tudo para a minha casa não estar arrumada hoje”. Na publicação, que viralizou, ela conta que naquele dia seu filho, Asafe, completaria 2 anos, mas ele já não estava mais ao seu lado. Ela não poderia acordá-lo com beijos e um bolinho, como sonhava, porque o menino faleceu no ano passado, com apenas 1 ano e meio. Vídeo de Nicole emocionou milhões de pessoas Reprodução/redes sociais Em um depoimento exclusivo a CRESCER, Nicole contou que ter uma família era sua missão e ela sabia disso desde criança. O que ela não imaginava era que precisaria enfrentar tantos obstáculos e tantas dores ao longo dessa jornada. Tudo começou quando ela se casou, ainda jovem, aos 18 anos, e mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, cheia de planos na bagagem. Lá, porém, recebeu uma sequência de diagnósticos que mudaram tudo e mostraram que engravidar não seria tão simples. “Descobri que tinha útero invertido, ovários policísticos, cistos e endometriose. Era um diagnóstico atrás do outro”, relembra, em depoimento exclusivo a CRESCER. Segundo ela, a recomendação médica foi direta: retirar o útero. “Eu ouvi: ‘Ou você tira o útero… ou vai sofrer’. Também disseram que eu poderia simplesmente adotar uma criança, porque tentar engravidar seria ‘perda de tempo’. Aquilo me destruiu”, recorda-se. Nicole com o filho Reprodução/redes sociais Fé no impossível Mas não era naquele ponto que Nicole desistiria. Ela decidiu tentar um tratamento. Antes de começar, fez exames de rotina e um deles mudou sua história. “Era um teste de gravidez. Quando veio positivo, ninguém acreditou. Eu estava grávida, com cerca de duas semanas”, explica. Para ela, diante de toda a situação, aquele era um milagre. A gestação foi considerada de alto risco desde o início. “Os médicos diziam que era praticamente impossível a gravidez continuar. Depois falaram que, se continuasse, meu filho teria muitas complicações”, afirma. Em um dos exames, surgiu a suspeita de hidrocefalia. “Foi mais um susto. Disseram que ele poderia não resistir. Fizemos novos exames e, no terceiro, não tinha mais nada. Era como se nunca tivesse existido”, relata. Os médicos simplesmente não acreditavam. Com 22 semanas, o bebê, que se chamaria Dylan, mas recebeu o nome de Asafe, depois que Nicole teve um sonho, parou de crescer adequadamente. Nicole passou a ir ao hospital todos os dias. “Meu útero não mandava nutrientes para ele. Disseram que ele era um bebê muito pequeno e que talvez não sobrevivesse”, conta. A situação se agravou e ela precisou ser internada com 29 semanas para tentar prolongar a gestação. Asafe nasceu com 34 semanas, mas com tamanho e peso equivalentes a um bebê de cerca de 30 semanas. “Passei três dias em indução. Foi parto normal. Quando vi meu filho, entendi que ele era um milagre”, diz a mãe, emocionada. O recém-nascido ficou um mês na UTI neonatal. “Cada dia parecia uma eternidade. Quando ele recebeu alta, foi o melhor dia da minha vida e, ao mesmo tempo, o mais assustador. Só mãe de prematuro sabe o medo que é”, confessa. Apesar da prematuridade, o desenvolvimento do pequeno foi positivo. “Ele não teve nenhuma sequela. Os médicos ficaram chocados com a recuperação dele”, conta a mãe. “Ele estava bem, já ia receber alta” O tempo passou e, quando tinha 1 ano e 5 meses, Asafe começou a ter uma febre persistente. Nicole, que já estava no Brasil, buscou ajuda médica e o pequeno foi diagnosticado com meningite. Apesar da gravidade da doença, ele ficou internado por sete dias, mas respondeu bem ao tratamento. “Ele já estava curado. A alta estava prevista para o dia seguinte. A médica tinha avisado que estava tudo bem”, diz a mãe. Na noite anterior à alta, porém, o menino teve uma febre leve. “Ele estava com 37,6°C. Estava brincando no meu colo, em videochamada com a família. Estava ótimo”, lembra a influenciadora. Uma enfermeira que havia assumido o plantão informou que administraria dipirona intravenosa. “Ela falou rapidamente que ia dar a medicação. Eu o segurei no colo. Foi questão de minutos”, conta. A mãe não imaginava que, em poucos minutos, depois daquela injeção, sua vida se transformaria tragicamente. “Lembro que ele me deu um abraço muito forte. Diferente. Logo depois começou a se contorcer. Eu comecei a gritar: ‘Meu filho, meu filho’”, recorda-se. Segundo ela, a equipe foi chamada e iniciou o atendimento de emergência. “Três minutos antes ele estava brincando. Três minutos depois, meu filho estava morto”, diz ela. Segundo a mãe, o filho estava bem, mas houve um erro na aplicação da medicação. “Depois, questionaram como a medicação tinha sido administrada. A enfermeira disse que foi dipirona. A médica perguntou o que tinha acontecido, porque ele estava bem”, conta. Tudo aconteceu muito rápido, como dá para ver pelos horários das mensagens trocadas com a família Arquivo pessoal/Nicole Soares Apesar das tentativas de reanimação, Asafe não resistiu. “Foi no meu colo. Foi tudo muito rápido. Eu vi meu filho partir nos meus braços”, afirma. “Meu filho era um milagre” Nicole afirma que a família realizou autópsia e iniciou processo judicial. “Estamos buscando justiça. Meu filho estava curado da meningite. Ele ia para casa no dia seguinte”, diz ela, que afirma que houve um erro médico. O pequeno morreu com apenas 1 ano e 5 meses, deixando o coração da mãe arrasado: "Vou levar o legado dele para onde eu for" Reprodução/ Instagram Hoje, ela descreve Asafe como um milagre, que começou antes mesmo do nascimento. “Os médicos diziam que ele não viria, que não sobreviveria, que teria sequelas. Ele venceu tudo”, ressalta. “Ele foi uma resposta, uma prova. Mesmo quando tudo dizia que não tinha mais caminho, ele veio”, acrescenta. E conclui: “Meu filho lutou desde a barriga. Sobreviveu ao impossível. E eu vou levar o legado dele para onde eu for”. Assista ao vídeo abaixo (se não conseguir visualizar, clique aqui): Initial plugin text

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