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Após evitar consulta por vergonha de amamentar filho de 3 anos, mãe descobre câncer de mama

Crescer - O principal portal de notícias para pais, mães e gráv… March 11, 2026
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Uma mulher de Oxford, na Inglaterra, passou meses evitando consultas médicas para investigar sua dor na mama por vergonha e medo de ser julgada pelos profissionais de saúde. O motivo? Amamentar seu filho de 3 anos. O que ela não esperava, contudo, é que seu incômodo persistente era, na verdade, um câncer de mama. Helen tinha vergonha de ir à consulta médica porque ainda amamentava o filho de 3 anos Reprodução/The Mirror - Kennedy News and Media Segundo contou ao The Mirror, Helen Christopher começou a sentir uma dor aguda no seio direito no segundo bimestre de 2024, enquanto amamentava Benji Christopher. Como já havia tido mastite diversas vezes, em anos anteriores, ela acreditou que se tratava do problema e decidiu esperar que os sintomas melhorassem. Mãe em tempo integral de dois filhos – Rowan Christopher, de 10 anos, e Benji, agora com 4 –, ela hesitou em procurar um clínico geral porque imaginava que enfrentaria comentários críticos sobre a amamentação prolongada de seu caçula. Médicos erram diagnóstico e mãe descobre câncer de mama incurável após ouvir que caroço era “resultado da amamentação” “Quando comecei a sentir uma dor aguda novamente, já estava amamentando há bastante tempo. Era desconfortável amamentar e, conforme a situação piorava, também se tornou um pouco desconfortável durante o dia”, relatou. Helen explicou que o incômodo se tornou constante com o passar do tempo. “Havia uma dor persistente e incômoda. Pesquisei e as estatísticas pareciam muito improváveis de ser algo além de mastite, então, decidi esperar, pois poderia se resolver sozinha com o tempo.” Diagnóstico após meses de sintomas Mesmo sentindo dor, Helen adiou a consulta por receio de críticas. “Houve momentos em que os profissionais de saúde foram um pouco críticos em relação à amamentação prolongada. Eu pensava: ‘Sei que vou ao médico e será algo como um ducto obstruído, alguém vai me dizer para não amamentar e será apenas uma conversa irritante que eu não preciso ter’.” Diante desse pensamento, ela afirmou que não se sentia preparada para lidar com o julgamento dos médicos. “Eu não tinha estrutura mental para entrar no consultório e ser julgada, sentir vergonha e ouvir que deveria parar de amamentar porque tinha um ducto obstruído ou mastite novamente.” Helen com os filhos Rowan e Benji Reprodução/The Mirror - Kennedy News and Media Após meses de sintomas, contudo, a mãe decidiu procurar atendimento em junho de 2024 e marcou uma consulta com uma enfermeira. Um ultrassom realizado no mês seguinte revelou o diagnóstico: câncer de mama em estágio três. “Quando recebi o diagnóstico de câncer, foi uma notícia devastadora. Não estávamos preparados. Você nunca pensa que isso vai acontecer com você. Foi surpreendente, mas não de uma forma boa”, contou. Mãe de três vence câncer em estágio 3 após dois diagnósticos errados Tratamento e busca por novas terapias Helen passou por uma mastectomia em janeiro de 2025 e iniciou a quimioterapia em abril do mesmo ano. Três meses depois, porém, surgiu uma erupção cutânea no peito. Exames revelaram que o câncer havia retornado aos linfonodos e ao pescoço como um câncer de mama secundário em estágio três. Casada com Nick Christopher, de 41 anos, ela descreveu o momento como ainda mais difícil. “Foi realmente chocante, muito perturbador e muito mais sério.” Helen e seu marido, Nick Christopher Reprodução/The Mirror - Kennedy News and Media Helen explicou que, quando o câncer retorna, a abordagem médica muda. “Quando você tem câncer pela primeira vez, o tratamento é curativo, ou seja, a ideia é que você seja tratado até a cura. Quando o câncer retorna, o tratamento não é mais curativo e você passa a seguir um caminho paliativo.” Ela acrescentou que a notícia foi especialmente difícil por causa dos filhos. “É uma notícia incrivelmente difícil de lidar quando você tem dois filhos pequenos e quer estar presente para criá-los.” Assim, Helen iniciou cuidados paliativos na Inglaterra em agosto e depois buscou tratamento particular na Alemanha, incluindo radioterapia de baixa dose e um creme imunoestimulante, em novembro e dezembro. Mãe descobre câncer ao tentar amamentar seu bebê Segundo ela, os resultados trouxeram esperança. “Meu oncologista e eu acreditamos que o tratamento alemão fez uma grande diferença, porque a erupção cutânea estava progredindo muito rápido e, ao iniciar o tratamento alemão, ela desapareceu.” Agora, a mãe dos meninos está arrecadando £18 mil (aproximadamente R$ 124.568 em conversão atual) através de uma vaquinha online, para continuar seu tratamento. “A imunoterapia é realmente cara, milhares de libras por dose, e em teoria você teria que fazer o tratamento por dois anos – se conseguir viver por dois anos. Isso me dá esperança”, concluiu ela.

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