Interromper antidepressivos na gravidez pode dobrar risco de emergência psiquiátrica
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February 17, 2026
A decisão de interromper o uso de antidepressivos durante a gestação, muitas vezes motivada por medo de possíveis efeitos no bebê, pode representar um risco significativo à saúde materna. É o que indica uma pesquisa apresentada no congresso anual da Society for Maternal-Fetal Medicine. Os resultados mostraram que aquelas que suspenderam a medicação apresentaram quase o dobro de risco de enfrentar emergências psiquiátricas em comparação às que mantiveram o tratamento Freepik O estudo analisou dados de mais de 1.400 mulheres diagnosticadas com ansiedade ou depressão que já utilizavam antidepressivos antes de engravidar. Os resultados mostraram que aquelas que suspenderam a medicação apresentaram quase o dobro de risco de enfrentar emergências psiquiátricas em comparação às que mantiveram o tratamento. "Nós enfatizamos bastante os riscos desse tipo de medicação durante a gravidez, mas os riscos de parar são tão significantes quanto", disse Kelly zafman, médica da Universidade da Pensilvânia e uma das líderes da pesquisa, ao jornal The New York Times. Qual é a reação da vacina da bronquiolite na gestante? Informação desencontrada e decisões difíceis A incerteza sobre a segurança dos antidepressivos na gravidez ainda gera dúvidas entre gestantes e até entre profissionais de saúde. No entanto, entidades como o American College of Obstetricians and Gynecologists defendem que o debate precisa considerar não apenas os possíveis riscos dos medicamentos, mas também as consequências da depressão não tratada. Estima-se que até 20% das gestantes apresentem sintomas depressivos. Quando não adequadamente acompanhada, a condição pode estar associada a parto prematuro, baixo peso ao nascer, pré-eclâmpsia e dificuldades no vínculo materno-infantil. Guia completo do Nirsevimabe: como funciona novo imunizante contra bronquiolite Antidepressivos são seguros na gestação? Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são os medicamentos mais estudados no período perinatal. Dados observacionais indicam que, de modo geral, são considerados seguros, com possíveis efeitos neonatais transitórios e raras complicações. Embora a avaliação deva ser individualizada, os especialistas destacam que a interrupção abrupta do tratamento pode aumentar significativamente o risco de recaída, sobretudo em casos de depressão moderada a grave. A decisão deve ser compartilhada A recomendação é que qualquer decisão sobre manter, ajustar ou suspender antidepressivos seja tomada em conjunto com o médico, considerando o histórico clínico, a gravidade dos sintomas e os potenciais riscos e benefícios. Garantir a estabilidade emocional da gestante é parte fundamental do cuidado pré-natal. A saúde mental materna também é determinante para o bem-estar do bebê. Massagem: como o toque pode melhorar o bem-estar e a autoestima em cada fase da vida materna
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