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Fóssil de gigante marinho de 240 milhões de anos estava escondido em muro

Galileu [Unofficial] May 9, 2026
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A Austrália é um país famoso pela sua fauna exótica, repleta de animais estranhos e encantadores - e, no passado, isso não era diferente. Desta vez, um fóssil do anfíbio Arenaerpeton supinatus, de 240 milhões de anos, foi encontrado dentro de um muro de contenção de um jardim. A descoberta revelou um esqueleto quase perfeitamente preservado, completo e com vestígios de pele. Os restos mortais do antigo predador fluvial – que media cerca de 1,2 metro de comprimento – foram encontrados por um criador de galinhas aposentado, ainda na década de 1990, enquanto ele retirava pedras de uma pedreira próxima para construir um muro. O achado foi doado à pesquisadores da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) e do Museu Australiano, que publicaram um artigo sobre o anfíbio em 2023 na revista Journal of Vertebrate Paleontology. Em entrevista à Science Daily, Lachlan Hart, da UNSW, compartilhou a raridade da descoberta: “este fóssil é um exemplo único de um grupo de animais extintos (...) que viveram antes e durante a época dos dinossauros. Não é comum encontrarmos esqueletos com a cabeça e o corpo ainda unidos, e a preservação dos tecidos moles é ainda mais difícil”. Não à toa, outros membros da equipe classificaram a descoberta como um dos fósseis mais importantes encontrados na Austrália nos últimos 30 anos. Prazer, Arenaerpeton supinatus Hoje nomeado Arenaerpeton supinatus – que quer dizer “trepador de areia” –, este animal se assemelhava à moderna salamandra-gigante-da-china (Andrias davidianus), em destaque pelo formato da sua cabeça. Esqueleto do crânio e da mandíbula do “Arenaerpeton supinatus”. À esquerda (A), vista ventral e à direita (B), uma interpretação esquemática Thomas Peachey Este anfíbio, porém, era mais robusto e possuía dentes afiados. “Pelo tamanho das costelas e pelo contorno do tecido mole preservado no fóssil, podemos ver que ele era consideravelmente mais robusto do que seus descendentes vivos. Ele também tinha dentes bastante nodosos, incluindo um par de presas semelhantes a caninos no céu da boca”, explicou Hart. O pesquisador também acrescentou que, provavelmente, este animal se alimentava de peixes. Mas no que diz respeito às suas relações com outras espécies, os pesquisadores afirmaram que há poucas evidências para concluírem quais outros animais compartilhavam e convivam junto deste anfíbio. Outro aspecto que lhes chamou a atenção foi o tamanho do fóssil. Pode parecer pouco para um ser humano, mas 1,2 metros de comprimento para esta espécie é considerado um porte excepcionalmente grande, sobretudo quando o Arenaerpeton supinatus é comparado aos seus parentes mais próximos e pertencentes ao mesmo período. Hart acredita que outros anfíbios chegaram a atingir tamanhos ainda maiores, já que eles – que pertenciam ao grupo dos chamados temnospôndilos – continuaram a ocupar o território australiano por mais 120 milhões de anos. Esse longo período da história abrange dois grandes eventos de extinção em massa, o que levou a equipe de pesquisadores a sugerir que o aumento do tamanho corporal pode ter desempenhado um papel significativo na sobrevivência do Arenaerpeton supinatus em vida.

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