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Não ter horário fixo para dormir pode estar ligado a maior risco cardíaco, diz estudo

Galileu [Unofficial] March 30, 2026
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Ter horários irregulares para dormir pode trazer mais problemas do que sentir fadiga e sonolência durante o dia. De acordo com nova pesquisa da Universidade de Oulu, na Finlândia, esse hábito também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, especialmente para pessoas que dormem menos de oito horas por noite. Publicado em 24 de março na revista científica BMC Cardiovascular Disorders, o estudo observou que os riscos de maiores eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), chegavam a dobrar em casos de grupos com horários de dormir inconsistentes e maior variabilidade no padrão de sono. “Pesquisas anteriores já haviam relacionado padrões de sono irregulares a riscos para a saúde do coração, mas esta é a primeira vez que analisamos separadamente a variabilidade no horário de dormir, no horário de acordar e no ponto médio do período de sono – e suas associações independentes com eventos cardíacos importantes”, diz Laura Nauha, uma das autoras do estudo, em comunicado. Acompanhamentos do sono A pesquisa envolveu com 3.231 participantes de um banco de dados de Nascimentos do Norte da Finlândia de 1966, que foram avaliados do início da década de 2010 até 31 de dezembro de 2023 ou até quando tiveram uma ocorrência de um evento cardiovascular adverso maior (ECAM). São chamados ECAM casos graves como morte por causa cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). “A regularidade do sono foi avaliada por meio do desvio padrão de 7 dias para o horário de dormir, o horário de acordar e o ponto médio do sono, categorizados em regular, razoavelmente regular e irregular”, descrevem os autores no estudo, que também considerou condições como sexo, situação profissional, índice de massa corporal, pressão arterial sistólica, colesterol LDL e atividade física total para ajustar as estimativas. Pessoas que mudaram de país ou morreram por causas não cardiovasculares foram excluídas ao longo da pesquisa. Fatores como duração e horário do sono foram registrados através de monitores de atividade que eram responsáveis por contar o tempo que os participantes passavam em suas camas. Os acompanhamentos mostraram que 128 participantes (4%) apresentaram ECAMs durante o período de análise, com maiores riscos de problemas cardiovasculares observados em pessoas cujo período de sono foi menor que a mediana do grupo. Poucas horas de sono podem afetar todo o resto do seu dia, causando sonolência, fadiga, falta de memória e pouca concentração jcomp/Freepik Hábitos diários fazem a diferença Uma informação adicional obtida no estudo foi que, apesar da influência do horário para dormir na saúde cardiovascular, os horários irregulares para acordar não tinham nenhuma ligação clara com eventos cardíacos. Nauha afirma que são muitos os aspectos da saúde que podem ou não influenciar esse tipo de condição, mas que todos estão associados a hábitos diários. Leia mais notícias: “Nossos resultados sugerem que a regularidade do horário de dormir, em particular, pode ser importante para a saúde do coração. Ela reflete os ritmos da vida cotidiana — e o quanto eles flutuam. Manter uma rotina regular de sono é um fator que a maioria de nós pode controlar”, diz a pesquisadora.

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