Enquanto enviado comercial do Reino Unido, ex-príncipe Andrew preferia visitar países 'sofisticados'
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May 21, 2026
O governo do Reino Unido divulgou nesta quinta-feira (21) diversos documentos envolvendo o trabalho do ex-príncipe Andrew como enviado comercial do país. Ele atuou no cargo entre 2001 e 2011, momento em que também conheceu o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Entre as revelações está a de que a mãe, rainha Elizabeth II, queria que seu filho assumisse o cargo de 'enviado comercial', segundo memorando de David Wright, diretor executivo da British Trade International. O memorando de Wright foi resultado de uma 'ampla discussão' com o secretário particular da Rainha e foi endereçado ao então secretário de Relações Exteriores, Robin Cook. O texto afirmava que a Rainha estava 'muito interessada' que Mountbatten-Windsor assumisse um 'papel de destaque na promoção dos interesses nacionais'. Além disso, Andrew Mountbatten-Windsor tinha preferência por visitar 'países mais sofisticados' e 'não deveria receber convites para eventos de golfe no exterior', de acordo com uma carta datada de 25 de janeiro de 2000 e escrita pela diplomata britânica Kathryn Colvin. Colvin escreve que lhe disseram que o Príncipe Andrew era 'particularmente bom em assuntos de alta tecnologia, comércio, juventude (incluindo escolas primárias e projetos de atividades ao ar livre), eventos culturais, com preferência por balé em vez de teatro, a Commonwealth, assuntos militares e relações exteriores'. Segundo a carta, o Capitão Blair afirmou que Mountbatten-Windsor 'tendia a preferir os países mais sofisticados, particularmente aqueles que estavam na vanguarda da tecnologia', acrescentou Colvin. Uma frase posterior a essa foi omitida no documento divulgado. Ex-príncipe Andrew foi interrogado por polícia durante custódia Ex-príncipe Andrew e rei Charles III. ADRIAN DENNIS / AFP A operação da polícia britânica para prender o ex-príncipe Andrew foi supersecreta e teve poucos detalhes divulgados para os agentes. A informação é de uma reportagem do jornal inglês The Telegraph, contando como tudo ocorreu. Segundo o veículo, os policiais foram chamados para aparecer durante a madrugada e não tiveram todas as informações. Um ex-policial afirma que eles podem até ter tido que entregar celulares. Funcionários do Conselho Nacional de Chefes de Polícia informaram o Ministério do Interior do Reino Unido que a prisão estava ocorrendo cerca de 30 minutos antes de acontecer. Andrew foi informado que poderia permanecer em silêncio e levado às pressas para uma delegacia de polícia em Aylsham, sendo instruído a entregar pertences como seu celular e joias. De acordo com o The Sun, ele foi informado de seu direito a um advogado, teve suas impressões digitais coletadas e foi fotografado para registro policial. Apesar de não ter sido algemado, não se sabe se ele ficou em uma cela. Além disso, os jornais britânicos afirmam que o ex-príncipe foi ouvido pelos agentes por má conduta quando era consultor econômico da coroa, em um depoimento. O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, deixou a delegacia após cerca de 11 horas detido sob suspeita de má-conduta no exercício de cargo público. Ele foi fotografado pela agência Reuters ao sair do prédio em um veículo. O ex-príncipe foi preso pela polícia do Reino Unido em meio a investigações sobre possíveis ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A polícia afirmou que a prisão ocorreu após uma "análise minuciosa" em meio a uma investigação que abriu contra Andrew para apurar se ele enviou relatórios confidenciais a Epstein enquanto servia como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional. Além disso, a pasta afirmou "ter motivos razoáveis para suspeitar que um crime ocorreu" e que a prisão de Andrew era necessária para seguir as investigações. O ex-príncipe britânico aparece diversas vezes em arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos desde dezembro. Uma coleção de fotos mostra, por exemplo, Andrew aparecendo ajoelhado e inclinado sobre uma mulher cujo rosto foi censurado. Ele nega todas as acusações, tanto a de passar relatórios confidenciais a Epstein quanto a de agressão sexual.
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