Polícia prende segundo suspeito de furto milionário em joalheria de Moema (SP)
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February 19, 2026
Um segundo suspeito de envolvimento no furto milionário a uma joalheria em Moema, na Zona Sul de São Paulo, foi preso na manhã desta quinta-feira (19). Com isso, já são duas pessoas detidas no contexto da investigação. Greve geral na Argentina provoca cancelamento de voos entre São Paulo e Buenos Aires Polícia indicia quatro por roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade; suspeito tem ligação com PCC A primeira detida foi uma mulher que, embora não tenha ligação direta com o furto, é apontada como esposa de um dos principais suspeitos. De acordo com a investigação, ela foi presa por porte ilegal de arma de fogo. O crime aconteceu na madrugada de domingo (15) para segunda-feira (16) de Carnaval, em um prédio comercial onde funciona a joalheria, no 12º andar. Imagens de câmeras de segurança mostram o grupo entrando pelo estacionamento. Ao menos seis homens aparecem nas gravações, alguns com os rostos cobertos por máscaras e usando luvas. Em um dos registros, é possível ver os suspeitos acessando o elevador. Em outro momento, um deles desativa uma das câmeras de monitoramento. Ainda segundo o boletim de ocorrência ao qual a CBN teve acesso, os assaltantes cortaram toda a fiação do sistema de monitoramento e desligaram a energia do andar. Por volta das 2h30, eles deixam o prédio pela garagem em um carro branco Quando a polícia chegou ao local, encontrou a entrada danificada e o interior da sala completamente revirado. Peritos identificaram forte cheiro de material queimado e grande quantidade de pó de ferro espalhado pelo chão, o que indica uma tentativa inicial de arrombar o cofre ali mesmo. A suspeita é de que, sem conseguir abrir, o grupo tenha optado por retirar o cofre inteiro. Segundo o inventário apresentado pela vítima e proprietária, dentro do cofre — que pesa quase meia tonelada — havia ao menos cem peças, entre 26 pares de brincos, 15 anéis, 32 colares, nove pingentes, seis correntes e cinco pulseiras, todas de ouro com diamantes e sem seguro. O prejuízo estimado é de cerca de um R$ 1 milhão. Além das joias, os criminosos também levaram um faqueiro de prata, travessas e pratos, que foram encontrados posteriormente em uma sacola deixada no próprio condomínio. O edifício tem porteiro, recepção, sistema de reconhecimento facial e garagem com entrada única. Mesmo assim, o grupo conseguiu agir sem ser impedido. Apenas um funcionário fazia a segurança no momento do crime — o outro vigilante havia sido dispensado na semana anterior. O porteiro que trabalhava no horário do furto foi ouvido pelos investigadores na quarta-feira, sob suspeita de ter facilitado a entrada dos criminosos, mas não foi preso. A dona da joalheria relatou ainda que o grupo já teria circulado pelo prédio dias antes, sob o pretexto de prestar serviços, possivelmente para reconhecer o local. De acordo com a polícia, todos os demais suspeitos já foram identificados, mas não foram divulgados detalhes sobre nome, histórico criminal ou aparência. A ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial, no Ibirapuera, para onde foi levado o segundo preso. A investigação, no entanto, segue concentrada na 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, o Cerco, que funciona no 96º Distrito Policial, no Brooklin. Agora, com duas pessoas presas, a polícia tenta esclarecer o grau de participação de cada uma e identificar outros possíveis envolvidos no crime.
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