Justiça decreta prisão temporária de suspeito de furto milionário a joalheria em Moema (SP)
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February 19, 2026
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Igor Jesus Matos, suspeito de participar do furto milionário a uma joalheria em Moema, na Zona Sul da capital. Ele foi preso nesta quinta-feira (19) e é o primeiro investigado a ter o nome oficialmente confirmado no caso. Greve geral na Argentina provoca cancelamento de voos entre São Paulo e Buenos Aires Polícia indicia quatro por roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade; suspeito tem ligação com PCC A investigação também avançou a partir do depoimento do porteiro do edifício, que não foi preso e, por ora, é tratado como testemunha. Ele afirmou que um conhecido de seu bairro exigiu informações sobre a rotina do prédio dias antes do crime. O funcionário, que cumpriu pena por roubo há 20 anos, disse que recusou a proposta inicialmente, mas acabou colaborando após sofrer ameaças. Segundo a polícia, ele tem contribuído com as investigações. Com a prisão de Igor, já são duas pessoas detidas no contexto do caso. A outra é Nara Maria Quintanilha Bezerra, esposa de outro suspeito, presa em flagrante após prestar depoimento. De acordo com a polícia, ela portava munições de fuzil e placas de veículos roubados. Segundo inventário apresentado pela proprietária da joalheria, dentro do cofre — que pesa quase meia tonelada — havia ao menos cem peças, todas de ouro com diamantes e sem seguro. O prejuízo estimado é de pelo menos um milhão de reais. Até o momento, não há pistas sobre o paradeiro das joias. A polícia apurou que os criminosos alugaram dois conjuntos comerciais no próprio prédio para monitorar a movimentação da joalheria. A locação foi feita com documentos falsos. Imagens do circuito interno indicam que ao menos seis pessoas participaram da ação. De acordo com o boletim de ocorrência, ao qual a CBN teve acesso, os assaltantes cortaram toda a fiação do sistema de monitoramento e desligaram a energia do andar. Quando a polícia chegou ao local, identificou forte cheiro de queimado e restos de ferro no chão, o que indica uma tentativa de arrombar o cofre. A suspeita é de que, sem conseguir abri-lo, o grupo tenha optado por retirá-lo. Por volta das 2h30, os criminosos deixaram o prédio pela garagem em dois carros brancos — que estão apreendidos aqui na 2ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, o Cerco, que funciona no 96º Distrito Policial, no Brooklin. A ocorrência foi registrada no 27º Distrito Policial, no Campo Belo — para onde foram enviados o Igor e a Nara. Os investigadores já identificaram outros dois integrantes da quadrilha e trabalham agora para localizar esses suspeitos.
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