Prefeitura do Rio publica exoneração de ex-assessor parlamentar preso em operação que era alvo por ligação com TCP
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June 19, 2026
Um dia após a prisão de Michael Johnny Vianna de Azevedo por posse de arma durante a operação em que ele era alvo por suspeita de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a prefeitura do Rio publicou nesta sexta-feira a sua dispensa do cargo na Companhia municipal de Energia e Iluminação do Rio (Rioluz). O deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins foram os outros alvos de mandados de busca e apreensão. Flagrante: Presos em operação por suspeita de ligação com o TCP foram nomeados na Rioluz; prefeitura anuncia exoneração Nas vísceras da Alerj: entenda como o TCP se entranhou no Legislativo estadual, segundo o Ministério Público Michael Johnny, ex-assessor parlamentar de Val Ceasa, havia sido admitido em fevereiro do ano passado, com salário líquido de R$ 3,4 mil. Na ocasião, "nada que vetasse a sua nomeação foi encontrado pela Secretaria de Integridade", informou o município após sua prisão, quando anunciou que ele seria exonerado. A dispensa da função de confiança de subgerente de operação e fiscalização noturna na Zona Norte foi publicada em Diário Oficial nesta sexta-feira. Mensagens interceptadas: Chefão do CV, Doca já sugeriu cooptar Val Ceasa para a maior facção do Rio, rival do TCP Além de Michael Johnny, sua companheira Suelen Silva dos Reis, a Suelen Bacana, também foi presa. Ela, que é viúva do ex-vereador Zico Bacana — que também foi assessor parlamentar de Val Ceasa e que foi assassinado em 2023, com os autores do crime ligados ao Comando Vermelho (CV), segundo a investigação —, também era nomeada na Rioluz. Admitida em janeiro de 2025, ela foi dispensada no último dia 3. Após a morte de Zico Bacana, Suelen concorreu pela primeira vez a vereadora no ano seguinte, pelo PRD, e acabou como suplente. Atualmente, sua atuação política é alinhada a Val Ceasa, conforme apontou o Ministério Público. Márcia Nepomuceno: Justiça do Rio concede novo habeas corpus para a mãe do rapper Oruam Operação por ligação com o TCP Val e Ulisses são apontados como suspeitos de atuar para impedir a demolição de um resort de luxo do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefes da facção, em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. Na casa do deputado Val Ceasa foram apreendidos aproximadamente R$ 320 mil em dinheiro em espécie, segundo a Polícia Civil. Além disso, os agentes recolheram os celulares dos três alvos da operação: Val, Ulisses e Michael. Monte de oração, câmera espiã e saída para fugas: Os imóveis usados por Peixão e o TCP em Parada de Lucas A investigação foi aberta pela Procuradoria-Geral de Justiça após surgirem indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados ao TCP em Parada de Lucas. No documento em que pediu a busca e apreensão dos alvos da operação desta quinta-feira, o procurador-geral de Justiça Antonio José Campos Moreira afirmou que, assim como o caso do então deputado TH Joias revelou a infiltração da facção criminosa Comando Vermelho na Alerj, a investigação sobre Val Ceasa e Ulisses Marins está a “desvendar” que o Terceiro Comando Puro também “se entranhou nas vísceras da Casa Legislativa”. Em nota, a Alerj afirma que "acompanha a operação" realizada pelo MPRJ, reiterando que "atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense". A Casa legislativa "reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações". Initial plugin text
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