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Estátua de R$ 180 mil em homenagem a Leila Diniz é furtada antes de ser inaugurada em Niterói

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 12, 2026
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Anunciada pela Prefeitura de Niterói e produzida ao custo de aproximadamente R$ 180 mil, a escultura em homenagem à atriz Leila Diniz foi furtada desaparecer antes mesmo da inauguração oficial. A obra, que estava cercada por tapumes foi totalmente retirada, ficando no local apenas o pé que estava fixado numa estrutura metálica no calçadão da orla de São Francisco, na Zona Sul da cidade. A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informou que registrou um boletim de ocorrência e afirmou que as investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil, sem detalhar quando o furto ocorreu. 'Que nem no filme da Moana': Mar fica 'fosforescente' em Niterói; entenda Manutenção: Lagos do Campo de São Bento, em Niterói, passam por limpeza Sem informações oficiais sobre o paradeiro da obra, o vereador Allan Lyra (PL) protocolou um requerimento de informação na Câmara Municipal, encaminhou ofícios às secretarias responsáveis pelo projeto e apresentou uma indicação legislativa pedindo melhorias no entorno do local onde a escultura seria instalada. Segundo ele, a área está cercada por tapumes de ferro enferrujados. A estátua de Leila Diniz é inspirada em foto dela grávida feita em Paquetá, feita para ensaio da revista Cláudia Divulgação/Claudio Fernandes — A população acompanhou anúncios, matérias na imprensa e a divulgação de uma futura inauguração. Agora, depois de todo o investimento realizado, surge a notícia de que a escultura foi furtada antes mesmo de ser entregue oficialmente à cidade. É fundamental que a prefeitura esclareça toda a cronologia dos fatos e informe quais providências foram tomadas — afirmou o vereador. A obra foi concebida para ser instalada no calçadão da Praia de São Francisco e retrata a atriz niteroiense em uma das imagens mais conhecidas de sua trajetória: de biquíni, grávida de sete meses e em movimento, numa cena registrada pelo fotógrafo Joel Maia durante um ensaio realizado na Ilha de Paquetá para a revista Cláudia, no início dos anos 1970. O retrato de Leila Diniz que inspirou a escultura foi feito na década de 1970 em Paquetá, para a revista Cláudia Reprodução/Joel Maia Mais de cinco décadas depois, a fotografia que se tornou símbolo da quebra de padrões sociais inspirou a escultura assinada pelo artista Rodrigo Pedrosa. Produzida ao longo de quatro meses, a peça foi moldada e fundida em bronze e seria a primeira estátua dedicada a uma mulher em um espaço público de Niterói. Nascida na cidade, Leila Diniz se tornou um dos principais símbolos da transformação dos costumes nas décadas de 1960 e 1970, ao abordar de forma aberta temas como sexualidade, maternidade e autonomia feminina. Sua imagem grávida na praia, considerada transgressora à época da ditadura militar, atravessou gerações e se consolidou como um marco da luta pela liberdade de comportamento. Initial plugin text

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