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Vereador do PL dá voz de prisão a subsecretário de Niterói após interdição de festa junina no Caio Martins

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo June 12, 2026
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A interdição do Arraiá do Caio Martins, em Niterói, acabou em confusão e troca de acusações na noite da última quinta-feira (11). O evento, que estava previsto para acontecer entre os dias 11 e 14 de junho no gramado do estádio, foi suspenso após uma vistoria da Defesa Civil municipal apontar riscos à segurança. A decisão provocou protestos de expositores e terminou com a condução do subsecretário de Ordem Pública, major David Ricardo Costa, à 77ª DP (Icaraí), após o vereador Douglas Gomes (PL) lhe dar voz de prisão por suposto abuso de autoridade. Em nota, a Polícia Civil informou que os envolvidos prestaram depoimento na unidade e diligências estão em andamento. Mistério: Estátua de R$ 180 mil em homenagem a Leila Diniz é furtada antes de ser inaugurada em Niterói 'Que nem no filme da Moana!': Mar fica 'fosforescente' em Niterói; entenda Vídeos divulgados nas redes sociais pelo parlamentar mostram o momento em que ele questiona o subsecretário sobre a existência de uma ordem formal de interdição. Ao fundo, comerciantes e expositores da festa gritam: "Queremos trabalhar". Em outro trecho, Douglas informa ao major que ele seria conduzido à delegacia. Um policial militar ainda pergunta se o vereador vai manter a decisão, recebendo resposta positiva. As imagens seguintes mostram David Ricardo Costa sentado no banco traseiro de uma viatura da Polícia Militar. O evento havia sido autorizado pelo governo do estado, responsável pela administração do Complexo Esportivo Caio Martins, e contava com programação de shows e barracas típicas. Segundo Douglas Gomes, os organizadores tinham alvará expedido pela Prefeitura de Niterói, além de laudo do Corpo de Bombeiros. O vereador afirma que a Defesa Civil realizou duas vistorias no local e apresentou um relatório citando um auto de interdição de 2023, que, segundo ele, se restringiria às arquibancadas do estádio e a uma área do entorno. — Um servidor público não pode simplesmente interditar uma festa sem apresentar o ato administrativo que fundamenta sua decisão. Por essa razão solicitei apoio policial, dei voz de prisão e o conduzi, acompanhado de um oficial, à 77ª DP para os devidos esclarecimentos — afirmou o vereador. Douglas sustenta que o documento em questão não determina a interdição de todo o complexo esportivo nem proíbe a realização de eventos em outras áreas. Em nota, a Defesa Civil de Niterói informou que o campo e as arquibancadas do Caio Martins foram interditados em 2023 após vistorias técnicas identificarem riscos estruturais no complexo e em seu entorno. Segundo o órgão, uma nova inspeção realizada na quinta-feira constatou que os problemas permanecem e que não foram executadas as intervenções necessárias para garantir a segurança do público e dos trabalhadores. Initial plugin text Por esse motivo, acrescenta, a Prefeitura de Niterói afirmou que o evento não poderia ser realizado no gramado do estádio. O município destacou, contudo, que sugeriu aos organizadores a utilização da área do ginásio do complexo. "A Prefeitura de Niterói respeita e investe na cultura, apoia os eventos da cidade e valoriza quem promove encontros para a população. Nenhum evento pode estar acima do cuidado com as pessoas", afirmou a administração municipal. Já a Secretaria estadual de Esporte e Lazer informou que acompanhou a organização do arraiá e tomou conhecimento da decisão da prefeitura de revogar o alvará transitório concedido para a realização da festa. Em nota, a pasta afirmou que respeita a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e análise técnica das condições do local. O governo estadual acrescentou que buscará esclarecimentos sobre os fundamentos da medida, especialmente em relação às áreas destinadas ao evento e às condições de utilização dos espaços previstos para receber o público. A secretaria ressaltou ainda que a preservação da vida e da integridade física das pessoas é prioridade e afirmou que continuará colaborando com os demais órgãos "de forma institucional e transparente". Initial plugin text

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