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Relator Especial da ONU acusa EUA de execuções extrajudiciais em bombardeios contra embarcações no Caribe e no Pacífico

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo March 14, 2026
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O Relator Especial da ONU para o combate ao terrorismo e para os direitos humanos, Ben Saul, acusou os Estados Unidos, nesta sexta-feira, de cometerem execuções extrajudiciais em seus bombardeios no Caribe e no Pacífico contra barcos apontados por Washington como ligados ao narcotráfico, que deixaram pelo menos 157 mortos. Bloomberg: Operações de Trump no Caribe já custaram quase US$ 3 bilhões aos cofres dos EUA, aponta levantamento Famílias protestam: Governo Trump é processado por morte de 2 homens em ataque a lanchas no Caribe Desde setembro passado, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem conduzindo uma agressiva campanha marítima contra embarcações que seu governo acusa de serem tripuladas por traficantes de drogas. — Essas execuções extrajudiciais em série violam gravemente o direito à vida — disse Saul em um vídeo exibido durante uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na Cidade da Guatemala, onde foi abordada a questão do destacamento militar dos EUA na região. Durante seu discurso na sessão da CIDH, o relator acrescentou que "os Estados Unidos mataram ilegalmente" supostos traficantes de drogas "em ataques militares não provocados". — Infelizmente, os Estados Unidos estão respondendo com violência supostamente legal que viola flagrantemente os direitos humanos em sua farsa de guerra contra o chamado narcoterrorismo — afirmou. O governo Trump jamais apresentou qualquer prova para sustentar a alegação de que os navios atacados estavam de fato envolvidos em atividades de tráfico de drogas. Em crise: Cuba admite conversas com o governo Trump em meio à asfixia dos combustíveis O representante dos Estados Unidos, Carl Anderson, afirmou que a "audiência girou em torno do direito da guerra, sobre o qual a comissão ainda não tem jurisdição". Por sua vez, o presidente da CIDH, Stuardo Ralón, esclareceu que a audiência é um "espaço para diálogo" e "não faz parte de nenhum processo em análise pela comissão". Presidente da Colômbia denuncia corpos no Caribe que 'podem ser' vítimas de ataques dos EU A campanha americana já realizou cerca de 45 ataques como os apresentados nesta terça-feira. Em poucas oportunidades houve sobreviventes, e há pelo menos um caso em que se tem notícia de que houve um duplo bombardeio, após a identificação de que o ataque inicial deixou sobreviventes. Initial plugin text O governo Trump insiste que está em guerra contra "narcoterroristas" — assim designados após a equiparação de organizações criminosas e organizações terroristas internacionais pelos EUA no começo do mandato Trump. O Pentágono, porém, não se preocupou em apresentar provas conclusivas de que as embarcações atingidas tinham envolvimento com qualquer grupo. O modus operandi gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações. Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representavam qualquer ameaça imediata aos EUA.

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