{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiemuaozwf6iuk7pvcmnygipf6xqp27toiiwv7l6j7s72gg7lkc2ca",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mgyey2ue5e72"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreibnn3tbcxga6ainkc3ci2swf6cqp6zkwbc7h6osgcgdvbyf6xmtv4"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 73958
},
"path": "/mundo/noticia/2026/03/13/relator-especial-da-onu-acusa-eua-de-execucoes-extrajudiciais-em-bombardeios-contra-embarcacoes-no-caribe-e-no-pacifico.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-14T00:25:05.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nO Relator Especial da ONU para o combate ao terrorismo e para os direitos humanos, Ben Saul, acusou os Estados Unidos, nesta sexta-feira, de cometerem execuções extrajudiciais em seus bombardeios no Caribe e no Pacífico contra barcos apontados por Washington como ligados ao narcotráfico, que deixaram pelo menos 157 mortos. Bloomberg: Operações de Trump no Caribe já custaram quase US$ 3 bilhões aos cofres dos EUA, aponta levantamento Famílias protestam: Governo Trump é processado por morte de 2 homens em ataque a lanchas no Caribe Desde setembro passado, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, vem conduzindo uma agressiva campanha marítima contra embarcações que seu governo acusa de serem tripuladas por traficantes de drogas. — Essas execuções extrajudiciais em série violam gravemente o direito à vida — disse Saul em um vídeo exibido durante uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na Cidade da Guatemala, onde foi abordada a questão do destacamento militar dos EUA na região. Durante seu discurso na sessão da CIDH, o relator acrescentou que \"os Estados Unidos mataram ilegalmente\" supostos traficantes de drogas \"em ataques militares não provocados\". — Infelizmente, os Estados Unidos estão respondendo com violência supostamente legal que viola flagrantemente os direitos humanos em sua farsa de guerra contra o chamado narcoterrorismo — afirmou. O governo Trump jamais apresentou qualquer prova para sustentar a alegação de que os navios atacados estavam de fato envolvidos em atividades de tráfico de drogas. Em crise: Cuba admite conversas com o governo Trump em meio à asfixia dos combustíveis O representante dos Estados Unidos, Carl Anderson, afirmou que a \"audiência girou em torno do direito da guerra, sobre o qual a comissão ainda não tem jurisdição\". Por sua vez, o presidente da CIDH, Stuardo Ralón, esclareceu que a audiência é um \"espaço para diálogo\" e \"não faz parte de nenhum processo em análise pela comissão\". Presidente da Colômbia denuncia corpos no Caribe que 'podem ser' vítimas de ataques dos EU A campanha americana já realizou cerca de 45 ataques como os apresentados nesta terça-feira. Em poucas oportunidades houve sobreviventes, e há pelo menos um caso em que se tem notícia de que houve um duplo bombardeio, após a identificação de que o ataque inicial deixou sobreviventes. Initial plugin text O governo Trump insiste que está em guerra contra \"narcoterroristas\" — assim designados após a equiparação de organizações criminosas e organizações terroristas internacionais pelos EUA no começo do mandato Trump. O Pentágono, porém, não se preocupou em apresentar provas conclusivas de que as embarcações atingidas tinham envolvimento com qualquer grupo. O modus operandi gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações. Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representavam qualquer ameaça imediata aos EUA.",
"title": "Relator Especial da ONU acusa EUA de execuções extrajudiciais em bombardeios contra embarcações no Caribe e no Pacífico"
}