Conteúdos falsos nas redes sociais sobre conflitos no Oriente Médio instaura 'guerra' de narrativas
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March 4, 2026
Desde que os bombardeios americanos e israelenses foram lançados sobre o Irã e as represálias de Teerã incendiaram a região, uma guerra paralela no campo da informação surgiu. Ambos os lados e seus apoiadores inundam as redes sociais com desinformação e conteúdos falsos gerados por IA ou tirados de contexto. Ao vivo: Acompanhe as atualizações sobre a guerra no Oriente Médio Guerra: Submarino dos EUA afunda fragata do Irã perto do Sri Lanka; autoridades falam em 87 mortos e 32 resgatados A agência de notícias AFP encontrou uma série de alegações de contas pró-Irã que publicavam vídeos antigos para aumentar os danos dos ataques com mísseis de Teerã contra Israel e estados do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Segundo Moustafa Ayad, membro da ONG ISD (Instituto para o Diálogo Estratégico), que é dedicada a combater a desinformação, há uma verdadeira disputa nas redes para construir narrativas sobre os conflitos. — Definitivamente, há uma guerra de narrativas online. Seja para justificar os ataques no Golfo ou para exaltar o poderio militar iraniano frente aos ataques israelenses e americanos, os objetivos parecem ser desgastar os inimigos — declarou Ayad. Mojtaba Khamenei: quem é o filho cotado para assumir a liderança do Irã após morte de Ali Khamenei? De acordo com investigadores, membros da oposição iraniana difundiram em redes como o X (antigo Twitter) e no Telegram, relatos inexistentes que atribuíam um ataque contra uma escola de meninas no Irã ao próprio governo iraniano. Perifs falsos A ONG também chamou a atenção para o crescimento de contas falsas que se passam por lideranças iranianas, com declarações que não são as oficiais, mas que se camuflam pelo uso de identidades que podem enganar que consome o conteúdo. Há relatos, até mesmo, de cenas de jogos de videogame recicladas para se parecerem com ataques de mísseis. Existe também o uso de inteligências artificiais para gerar imagens que mostram navios de guerra dos Estados Unidos afundados, que — entre eles, supostamente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln — acumularam milhões de visualizações. Táticas de desinformação semelhantes também foram registradas em outros conflitos globais, como os da Ucrânia e também em Gaza. Segundo o órgão de controle de desinformação NewsGuard, os materiais visuais falsificados somam no total mais de 21,9 milhões de visualizações apenas no X. Initial plugin text Respostas das redes O X anunciou na última terça-feira que suspenderá por 90 dias o programa de distribuição de receita para os criadores que publicarem, sem especificar, vídeos de conflitos armados gerados por IA. — Em tempos de guerra, é fundamental que as pessoas tenham acesso a informações autênticas sobre o terreno — declarou Nikita Bier, chefe de produto do X. Essa mudança por parte da rede social é notável para uma plataforma cuja política de moderação de conteúdo tem sido objeto de fortes críticas desde que o bilionário Elon Musk adquiriu o site em outubro de 2022 por US$ 44 bilhões. Um estudo da NewsGuard mostrou que a ferramenta de busca reversa de imagens do Google forneceu resumos imprecisos gerados por IA de materiais fabricados e enganosos relacionados ao conflito no Oriente Médio. A organização revela que este comportamento gera uma "fraqueza significativa" de um sistema amplamente utilizado para verificar a autenticidade das imagens. Consultado pela AFP, o Google não se manifestou. (Com AFP)
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