{
"$type": "site.standard.document",
"bskyPostRef": {
"cid": "bafyreiauck6u6la6w7rw46mtor24k6ia7kysqwu4keya7vthj76t4uqtiu",
"uri": "at://did:plc:jyxhsywpmmdp5j2fxziceuc7/app.bsky.feed.post/3mgaovfkt47f2"
},
"coverImage": {
"$type": "blob",
"ref": {
"$link": "bafkreicc26w5gn7rmku4x7nwm3tngzuzktlcing35z6ipe32nqmfwcsy6y"
},
"mimeType": "image/jpeg",
"size": 2121365
},
"path": "/mundo/noticia/2026/03/04/conteudos-falsos-nas-redes-sociais-sobre-conflitos-no-oriente-medio-instaura-guerra-de-narrativas.ghtml",
"publishedAt": "2026-03-04T15:49:34.000Z",
"site": "https://oglobo.globo.com",
"tags": [
"O Globo"
],
"textContent": "\nDesde que os bombardeios americanos e israelenses foram lançados sobre o Irã e as represálias de Teerã incendiaram a região, uma guerra paralela no campo da informação surgiu. Ambos os lados e seus apoiadores inundam as redes sociais com desinformação e conteúdos falsos gerados por IA ou tirados de contexto. Ao vivo: Acompanhe as atualizações sobre a guerra no Oriente Médio Guerra: Submarino dos EUA afunda fragata do Irã perto do Sri Lanka; autoridades falam em 87 mortos e 32 resgatados A agência de notícias AFP encontrou uma série de alegações de contas pró-Irã que publicavam vídeos antigos para aumentar os danos dos ataques com mísseis de Teerã contra Israel e estados do Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Segundo Moustafa Ayad, membro da ONG ISD (Instituto para o Diálogo Estratégico), que é dedicada a combater a desinformação, há uma verdadeira disputa nas redes para construir narrativas sobre os conflitos. — Definitivamente, há uma guerra de narrativas online. Seja para justificar os ataques no Golfo ou para exaltar o poderio militar iraniano frente aos ataques israelenses e americanos, os objetivos parecem ser desgastar os inimigos — declarou Ayad. Mojtaba Khamenei: quem é o filho cotado para assumir a liderança do Irã após morte de Ali Khamenei? De acordo com investigadores, membros da oposição iraniana difundiram em redes como o X (antigo Twitter) e no Telegram, relatos inexistentes que atribuíam um ataque contra uma escola de meninas no Irã ao próprio governo iraniano. Perifs falsos A ONG também chamou a atenção para o crescimento de contas falsas que se passam por lideranças iranianas, com declarações que não são as oficiais, mas que se camuflam pelo uso de identidades que podem enganar que consome o conteúdo. Há relatos, até mesmo, de cenas de jogos de videogame recicladas para se parecerem com ataques de mísseis. Existe também o uso de inteligências artificiais para gerar imagens que mostram navios de guerra dos Estados Unidos afundados, que — entre eles, supostamente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln — acumularam milhões de visualizações. Táticas de desinformação semelhantes também foram registradas em outros conflitos globais, como os da Ucrânia e também em Gaza. Segundo o órgão de controle de desinformação NewsGuard, os materiais visuais falsificados somam no total mais de 21,9 milhões de visualizações apenas no X. Initial plugin text Respostas das redes O X anunciou na última terça-feira que suspenderá por 90 dias o programa de distribuição de receita para os criadores que publicarem, sem especificar, vídeos de conflitos armados gerados por IA. — Em tempos de guerra, é fundamental que as pessoas tenham acesso a informações autênticas sobre o terreno — declarou Nikita Bier, chefe de produto do X. Essa mudança por parte da rede social é notável para uma plataforma cuja política de moderação de conteúdo tem sido objeto de fortes críticas desde que o bilionário Elon Musk adquiriu o site em outubro de 2022 por US$ 44 bilhões. Um estudo da NewsGuard mostrou que a ferramenta de busca reversa de imagens do Google forneceu resumos imprecisos gerados por IA de materiais fabricados e enganosos relacionados ao conflito no Oriente Médio. A organização revela que este comportamento gera uma \"fraqueza significativa\" de um sistema amplamente utilizado para verificar a autenticidade das imagens. Consultado pela AFP, o Google não se manifestou. (Com AFP)",
"title": "Conteúdos falsos nas redes sociais sobre conflitos no Oriente Médio instaura 'guerra' de narrativas"
}