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Dirigente do Hamas afirma que grupo não entregará suas armas

O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo February 8, 2026
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Um líder do Hamas, Khaled Meshal, afirmou neste domingo que o movimento islamista palestino não renunciará às suas armas e rejeitará qualquer domínio estrangeiro na Faixa de Gaza, apesar dos pedidos de desarmamento por parte de Israel e Estados Unidos. Faixa de Gaza: ataques israelenses deixam ao menos 20 mortos, incluindo crianças e mulheres, em um dos dias mais violentos desde o cessar-fogo em Gaza A conta gotas: palestinos cruzam fronteira em Rafah, enquanto Israel formula reconstrução mesmo sem desarme do Hamas — Criminalizar a resistência, suas armas e aqueles que a realizaram é algo que não devemos aceitar — declarou Meshal em uma coletiva em Doha, acrescentando que o armamento do Hamas é parte integrante da “resistência” contra Israel nos territórios palestinos. — Enquanto houver ocupação, há resistência. A resistência é um direito dos povos sob ocupação. É algo do qual as nações se orgulham — declarou o ex-chefe do gabinete político do grupo islamista, que atualmente dirige o escritório da diáspora do movimento. Após o cessar-fogo de 10 de outubro, o plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pôr fim definitivo à guerra entre Israel e Hamas entrou, em meados de janeiro, na sua segunda fase, que prevê o desarmamento do movimento e a retirada progressiva do Exército israelense de Gaza. Estratégia: entenda como Israel passou a apoiar discretamente milícias palestinas em Gaza para enfraquecer o Hamas Mas o Hamas, que governa o território desde 2007, faz do seu desarmamento uma linha vermelha, embora sem descartar entregar suas armas a uma futura autoridade palestina. Segundo dirigentes israelenses, o movimento islamista ainda dispõe de 20.000 combatentes e de dezenas de milhares de armas em Gaza. O governo do território, devastado por dois anos de guerra, deverá ser confiado, em uma fase transitória, a um comitê de 15 tecnocratas palestinos, sob a autoridade do chamado “Conselho de Paz”, presidido por Trump. Initial plugin text Neste domingo, Meshal fez um apelo a esta entidade para que adote uma visão “equilibrada” que facilite a reconstrução de Gaza e o fluxo de ajuda humanitária, ao mesmo tempo que advertiu que o Hamas não aceitará uma “dominação estrangeira”.

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