Trump afirma que o Irã concordou em não possuir armas nucleares
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April 16, 2026
O presidente Donald Trump afirmou em coletiva nesta quinta-feira (16) que o Irã concordou em não possuir armas nucleares por mais de 20 anos. 'Tudo indica que vamos fechar um acordo com o Irã, e será um bom acordo, um acordo sem armas nucleares.' (...) 'Temos uma declaração muito forte, que vai além de 20 anos, de que eles não terão armas nucleares. Sejamos honestos, não existe um limite de 20 anos.' O Irã ainda não se pronunciou sobre a declaração do presidente norte-americano. Além disso, Trump também afirmou que os EUA e o Irã estão cada vez mais perto de chegar a um acordo. Ele explicou que Teerã estaria concordando com quase todas as exigências impostas pelos Estados Unidos. Ele ainda disse que o Irã está disposto a 'fazer coisas' hoje que antes não fazia. 'Ele enfrentou o presidente dos EUA': jornal alemão destaca críticas de Lula contra Trump O jornal alemão Der Spiegel, um dos mais influentes do país, destacou nesta quinta-feira (16) que o presidente Lula confrontou o líder da maior economia do mundo, Donald Trump. Em entrevista ao jornal, Lula falou sobre como se impor em um mundo imprevisível. A conversa teve como foco a defesa da soberania e da 'autoestima' do Brasil nas relações com outros países. Ele também reforçou que 'Trump não é imperador do mundo'. Lula disse ainda que o Brasil não pode aceitar relações internacionais marcadas por humilhação ou subordinação e indicou que não pretende buscar diálogo direto com Donald Trump a qualquer custo. Segundo o presidente, uma eventual ligação neste momento colocaria o país em posição humilhante, incompatível com a postura de uma nação soberana. Ele acrescentou que está disposto a conversar, desde que haja disposição real para o diálogo, e não imposições públicas ou ameaças. O Der Spiegel destacou a postura de Lula como uma exigência de dignidade nacional na condução da política externa brasileira. Outro ponto central da entrevista foi a crítica direta à tentativa de Donald Trump de vincular sanções comerciais ao processo judicial contra Jair Bolsonaro. Lula afirmou que nenhum governo estrangeiro pode interferir no funcionamento da Justiça brasileira e destacou que o Supremo Tribunal Federal é independente, sem receber ordens do Executivo, nem no Brasil nem de fora. Classificou como 'inaceitável' o uso de tarifas como instrumento de pressão política. Tarifas dos EUA impostas ao Brasil Ao tratar das tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos, Lula reconheceu impactos sobre setores da economia, mas rejeitou a ideia de submissão. Ele argumentou que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil e indicou que o governo busca respostas diplomáticas e multilaterais, inclusive no âmbito dos BRICS. Fala sobre Bolsonaro Na entrevista, Lula também elevou o tom contra Bolsonaro. Ele afirmou que o ex-presidente estimula a intervenção estrangeira ao buscar apoio político de Trump, disse que ele age contra os interesses nacionais e o classificou como 'traidor da pátria'. Defendeu ainda que Bolsonaro responda à Justiça 'como qualquer cidadão' Ao El País, também em entrevista nesta quinta-feira, o presidente brasileiro reforçou a declaração, afirmando que o mundo não concede a Donald Trump o direito de, simplesmente, acordar e ameaçar um país inteiro, em referência aos ataques no Irã. 'Trump não tem o direito de acordar de manhã e achar que pode ameaçar um país. Não tem direito. Ele não foi eleito para isso. O mundo não lhe dá direito a isso, a Constituição americana não garante isso e muito menos a carta da ONU, afirmou Lula.'
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