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China lança protocolo para compra de soja do Brasil

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] July 2, 2026
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A China lançou nessa quarta-feira (1º/7) o Guia para a Cadeia de Suprimento Sustentável de Soja Brasil-China, protocolo de sustentabilidade para compra da oleaginosa produzida no Brasil. O lançamento ocorreu durante a 17ª Conferência Internacional de Cereais e Óleos da China (CCOC17), promovida pela Câmara de Comércio de Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais da China (CFNA), em Xangai. O documento foi elaborado pela CFNA, em parceria com o Instituto de Recursos Mundiais (WRI) e instituições brasileiras e chinesas, incluindo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, participou do lançamento oficial do guia e comemorou avanços no documento. “Foram dois anos trabalhando com a CFNA. O resultado foi uma baixa conquista para a Aprosoja MT”, disse Bier. Ele observou que, o documento original possuía diretrizes estruturadas sobre a lógica de desmatamento zero, incorporando critérios de sustentabilidade que estavam previstos na Moratória da Soja, e que extrapolavam a legislação brasileira. A Aprosoja MT participou de um intenso diálogo técnico com a CFNA, defendendo que a avaliação da sustentabilidade da soja respeitasse a legislação brasileira, especialmente o Código Florestal Brasileiro. De acordo com o Código Florestal Brasileiro, de 2012, no bioma Amazônico, o proprietário de terras pode usar 20% da área, sendo obrigatório preservar os 80% restantes. No caso da Moratória da Soja, os signatários assumiram o compromisso de não comprar soja produzida em área do bioma Amazônico que tenha sido desmatado a partir do segundo semestre de 2008, mesmo que seja um desmate permitido pela legislação brasileira. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e 19 empresas de comercialização de soja saíram da Moratória da Soja no início de janeiro de 2026. O guia lançado pela China reconhece expressamente a legislação brasileira como principal referência para avaliação da legalidade e da sustentabilidade da produção. O guia também passou a reconhecer instrumentos oficiais como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), as autorizações de desmates e demais mecanismos previstos na legislação brasileira, além de incorporar o Programa Soja Legal, desenvolvido pela Aprosoja MT, como estudo de caso de boas práticas na promoção da conformidade socioambiental da produção brasileira. “A sustentabilidade da produção brasileira precisa ser avaliada com base na nossa legislação, que é a mais rigorosa do mundo. O diálogo técnico mostrou que é possível construir referências internacionais que respeitem a legislação brasileira e reconheçam o compromisso dos produtores com a produção responsável. Esse é um passo importante para fortalecer a confiança entre Brasil e a China”, afirmou Bier. A Aprosoja MT espera assinar no dia 6, em Pequim, um memorando de entendimento para operacionalizar um programa de rastreabilidade da produção. Initial plugin text

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