8 erros que você comete ao comprar, lavar e guardar a alface
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May 22, 2026
A alface é uma das folhas mais comuns nas saladas dos brasileiros. Contudo, a escolha e a forma de armazená-la influencia diretamente na crocância e no sabor dos preparos. Outro ponto é a limpeza adequada, essencial para remover microrganismos e evitar eventuais problemas de saúde. “Os cuidados certos ajudam a garantir tanto a qualidade nutricional quanto a segurança do alimento, conforme orientam os manuais de higiene e manipulação de hortaliças”, descreve Manuela Dolinsky, professora do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF). "Como a alface é consumida crua, sem passar por cozimento — etapa que reduziria os microrganismos —, todo o cuidado com a escolha, a lavagem, a higienização, a secagem e o armazenamento é essencial para garantir a segurança do alimento", complementa Dario Centurione, responsável pelo perfil de dicas SOS Alamanaque. Initial plugin text Aqui, listamos os principais erros relacionados a essa verdura para nunca mais ter uma salada com folhas murchas ou estragadas. Confira: 1. Escolher alface pelo tamanho ou preço Preço, volume e tamanho são algumas das características usadas para escolher a alface no mercado, mas esses não são os melhores critérios. Folhas firmes, crocantes e sem manchas são sinais de uma alface fresca e bem conservada Pexels/Matheus Bertelli/Creative Commons “Muitas pessoas acabam levando alfaces com folhas murchas, amareladas, escurecidas ou com presença de umidade excessiva, o que indica início de deterioração e maior risco de contaminação microbiológica”, conta Manuela. “Outros escolhem pelo volume do pé, sem se atentar às folhas internas”, completa Samuel Wesley Alves da Costa, docente da área de gastronomia do Senac São Paulo. Leia mais As folhas escolhidas devem apresentar aspecto firme, limpo e íntegro, com textura crocante e coloração característica da variedade. Também é importante observar a ausência de manchas, pontos escuros, partes viscosas ou odor desagradável, sinais que podem indicar deterioração. O talo deve ser verde-claro — não pode estar murcho nem muito mole. No caso de folhas comercializadas já cortadas, também é necessário observar a validade e a coloração, já que o alimento oxida mais rápido neste formato. "Precisa observar embalagem, validade, refrigeração, excesso de líquido no pacote e, principalmente, seguir a orientação do fabricante", diz Dario. 2. Não se atentar às condições de venda Escolher alfaces com folhas amareladas, manchas escuras ou excesso de umidade é um erro que pode indicar início de deterioração Pexels/Joshuan Barboza/Creative Commons Outro erro comum é desconsiderar a procedência do produto e as condições de comercialização. A nutricionista sugere que o consumidor observe onde o alimento está sendo comercializado, identificando características como luz e temperatura. “Alfaces expostas diretamente ao sol, ao chão ou sem refrigeração adequada perdem qualidade nutricional mais rapidamente e podem estar mais suscetíveis à contaminação por microrganismos”, explica Manuela. 3. Lavar a alface apenas com água corrente A água corrente sozinha não é suficiente para retirar os microrganismos. Outros erros envolvem produtos inadequados, como bicarbonato de sódio, detergente ou vinagre, que não são eficazes para sanitizar alimentos. A higienização correta da alface ajuda a eliminar microrganismos e aumenta a segurança do consumo Pexels/AKampus Production/Creative Commons “A higienização inadequada da alface pode causar contaminações por microrganismos associados a doenças como hepatite A, toxoplasmose e infecções intestinais, provocando sintomas que vão de diarreia e vômitos a complicações mais graves”, afirma Manuela. A limpeza adequada deve ser feita com hipoclorito de sódio próprio para higienização de alimentos. Utilize uma colher de sopa para cada litro de água e mantenha a alface submersa por cerca de 10 minutos. “Esse tempo é fundamental para que a solução atue de forma eficaz na redução de microrganismos patogênicos presentes nas folhas, sem comprometer a qualidade do alimento”, pontua Manuela. "O mais seguro é usar um produto indicado para higienização de alimentos, observar se está escrito isso na embalagem, e seguir a diluição e o tempo recomendados pelo fabricante", acrescenta Dario. 4. Negligenciar etapas importantes da higienização Além da limpeza em solução clorada, a nutricionista indica outros cuidados: “retirar folhas danificadas, lavar folha por folha em água corrente, deixar de molho em solução clorada e, por fim, enxaguar em água potável”, diz. 5. Lavar no sentido errado No momento de retirar o excesso de terra ou resíduos visíveis em água corrente, lave da folha para a base. "Dessa forma, a sujeira vai escorrer para fora, e não se acumular na parte que será consumida", fala Dario. 6. Esquecer de secar a alface Guardar a alface ainda úmida pode acelerar o apodrecimento e reduzir a durabilidade das folhas; a centrífuga pode ser uma boa opção para secar o alimento Pexels/Daian Gan/Creative Commons Guardar a alface limpa sem antes secá-la é outro erro comum. “Secar a alface diminui o risco de escurecimento e murchamento”, pontua Samuel. Armazenar o alimento úmido ainda favorece o crescimento de fungos e bactérias, acelerando o processo de deterioração e reduzindo o tempo de conservação. A recomendação é secar a hortaliça com centrífuga própria ou papel-toalha limpo antes de armazená-la. 7. Armazenar próximo a alimentos crus Deixar a alface em contato com alimentos crus pode trazer riscos de contaminação cruzada, quando microrganismos presentes em carnes, ovos ou outros alimentos passam para as folhas e comprometem a segurança do consumo. Leia também 8. Armazenar de maneira inadequada “Guardar a alface molhada, abrir o recipiente com frequência e não manter a temperatura adequada da geladeira contribuem para a perda de qualidade”, diz Manuela. A maneira ideal de guardar as folhas é em um recipiente limpo e seco, com folhas de papel-toalha entre cada camada, o que ajuda a controlar a umidade. Se o papel toalha ficar molhado, troque para que ele não vire um problema. "O ideal é trocar a cada dois ou três dias", sugere Dario. “O local mais indicado é a gaveta de hortaliças da geladeira, onde a temperatura e a umidade são mais adequadas”, acrescenta a professora.
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