Empresas crescem em novos mercados sem investir em filiais tradicionais
Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial]
July 2, 2026
Expandir para uma nova cidade costuma ser um dos principais marcos de crescimento para pequenas e médias empresas. No entanto, junto com a oportunidade de acessar novos mercados, surgem desafios que vão desde a escolha do imóvel até a contratação de equipes, gestão operacional e investimento em infraestrutura. Diante desse cenário, muitas organizações têm buscado alternativas para ampliar sua presença geográfica sem necessariamente abrir uma filial tradicional. A estratégia permite testar mercados, reduzir riscos e acelerar a expansão sem exigir grandes investimentos iniciais. O movimento acompanha uma tendência observada em diferentes setores da economia. Com o avanço da digitalização e dos modelos de trabalho mais flexíveis, empresas passaram a questionar a necessidade de replicar estruturas completas em cada nova cidade onde desejam atuar. Segundo estudo da consultoria Deloitte, a flexibilidade operacional se tornou uma das principais prioridades das empresas em processos de crescimento, especialmente em momentos de expansão para novos mercados. O objetivo é ganhar escala mantendo controle de custos e capacidade de adaptação. Na prática, isso significa buscar modelos que permitam operar localmente sem precisar assumir todos os custos envolvidos na abertura de uma unidade própria. Escritórios sob demanda, espaços customizados com operação terceirizada e estruturas compartilhadas estão entre as alternativas mais utilizadas atualmente. Para a Be In, empresa especializada em escritórios sob medida e gestão de operações corporativas, esse modelo tem sido cada vez mais procurado por empresas que desejam crescer sem comprometer capital em ativos imobiliários. "Expandir para outra cidade não precisa significar abrir uma filial completa, contratar equipes de suporte ou investir em obras e infraestrutura. Hoje, muitas empresas estão adotando um modelo de hubs regionais, que permite estabelecer presença física em mercados estratégicos de forma muito mais ágil e eficiente. Assim, conseguem atender clientes, acomodar equipes locais e apoiar o crescimento da operação sem assumir toda a complexidade de uma unidade tradicional", afirma Nikolas Matarangas, CEO da Be In. Além da redução de custos, a estratégia oferece mais agilidade. Enquanto a implantação de uma filial convencional pode levar meses entre busca de imóvel, negociações, reformas e estruturação operacional, modelos mais flexíveis permitem que a empresa inicie suas atividades em prazos significativamente menores. Outro benefício é a possibilidade de testar mercados antes de realizar investimentos mais robustos. Muitas empresas utilizam estruturas enxutas para validar demanda, construir relacionamento com clientes e entender as características da região antes de ampliar sua operação. O movimento também acompanha a crescente regionalização dos negócios no Brasil. Com o aumento do potencial econômico de cidades médias e polos regionais, empresas têm buscado expandir sua atuação para além dos grandes centros, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro. "Vemos muitas organizações interessadas em chegar a novas regiões, mas sem repetir o modelo tradicional de expansão. Elas querem ganhar proximidade com clientes e equipes locais, mas com mais eficiência financeira e operacional. A lógica deixou de ser abrir filiais e passou a ser criar presença estratégica", explica Matarangas. Nesse contexto, a expansão geográfica deixa de ser um processo baseado apenas em imóveis e passa a fazer parte da estratégia de crescimento da empresa. Mais do que ocupar um novo endereço, o desafio está em encontrar formatos que permitam escalar operações com velocidade, flexibilidade e menor exposição a riscos. Para empresas em crescimento, a pergunta já não é apenas onde expandir, mas como fazer isso da forma mais inteligente possível. E, cada vez mais, a resposta passa por modelos que dispensam a estrutura tradicional de uma filial.
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