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Ex-professora troca sala de aula por carreira de 'terapeuta do abraço' e fatura quase R$ 500 mil por ano

Pequenas Empresas & Grandes Negócios [Unofficial] May 7, 2026
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Após 13 anos dando aulas em escolas públicas de New York, a norte-americana Ella Love decidiu abandonar a profissão em busca de uma rotina menos estressante e encontrou uma carreira inusitada. Hoje, aos 51 anos, ela trabalha como “cuddle therapist”, ou terapeuta do abraço, oferecendo sessões de toque não sexual e acolhimento emocional. Com a atividade, chega a faturar até US$ 100 mil (R$ 492 mil) por ano trabalhando, em média, apenas três horas por dia. Ella conta ao New York Post que deixou o magistério após enfrentar anos de sobrecarga em escolas americanas. Segundo ela, o trabalho era marcado por turmas cheias, problemas disciplinares e falta de recursos. “Eu procurava algo com uma energia completamente diferente, mais calma e acolhedora. No início, nem imaginava que isso viraria minha profissão”, afirma. A ideia surgiu em 2017, depois que ela leu uma reportagem sobre o mercado de “cuddling profissional” e decidiu investir US$ 300 (R$ 1,4 mil) em um curso online. O que começou como uma atividade paralela rapidamente se transformou em ocupação integral. Em menos de seis meses, Ella pediu licença da escola e nunca mais voltou à sala de aula. Hoje, ela cobra US$ 150 (R$ 739) por hora por sessão, que pode durar de uma até nove horas. Os clientes, segundo Ella, são majoritariamente homens de meia-idade, casados e com boa condição financeira. “Muitos não querem terminar o casamento ou trair a parceira, mas sentem falta de intimidade e conexão emocional”, explica a ex-professora. Apesar da natureza íntima do trabalho, Ella reforça que as sessões seguem regras rígidas e não envolvem qualquer tipo de contato sexual. Antes de aceitar um cliente, ela realiza entrevistas e estabelece limites claros. “As pessoas acham que estão pagando apenas por um abraço, mas o que acontece é muito mais profundo. O toque acaba despertando emoções reprimidas, e muitos clientes começam a falar sobre coisas que nunca contaram para ninguém”, diz Ella. Além do acolhimento emocional, Ella também atende pessoas com dificuldades de interação física, incluindo clientes dentro do espectro autista. Para ela, o trabalho funciona como um espaço seguro para desenvolver confiança, vulnerabilidade e conexão humana. “Nem todo mundo precisa de um terapeuta do abraço, mas todo mundo merece se sentir seguro com alguém”, afirma. Mesmo com a popularização do serviço nos Estados Unidos, Ella diz que ainda existe preconceito em torno da profissão e que muitos clientes preferem manter as sessões em segredo. A atividade também impacta sua vida amorosa: “É preciso ter um parceiro muito seguro e confiante para se relacionar comigo”, conta. Leia também:

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