Após descobrir hérnia de disco, jovem perde mais de 50 kg sem ajuda de medicamentos e vira maratonista
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July 1, 2026
O baiano Felipe Cruz, 28, conquistou mais de 50 mil seguidores nas redes sociais ao mostrar o processo que o fez perder mais de 50 kg em 18 meses. Segundo ele, sem cirurgia bariátrica ou outros métodos emagrecedores do momento. Nessa jornada, hoje ele se prepara para competir o primeiro triatlo no dia 6 de setembro, em Aracaju. Aos 24 anos, em 2022, Felipe pesava cerca de 120 kg quando descobriu uma hérnia de disco na região lombar e ouviu do médico que poderia ser necessário realizar uma cirurgia. O alerta foi o ponto de virada, pois, além de lidar com a obesidade, também enfrentava crises de ansiedade e síndrome do pânico com o diagnóstico nada animador. "O corpo e a mente estavam colapsando", afirma à GQ Brasil. Segundo ele, a motivação nunca foi apenas estética. "Comecei a pensar no futuro. Como eu cuidaria da minha esposa? Como ajudaria minha mãe? Como seria quando tivesse filhos? Percebi que precisava estar saudável para cuidar das pessoas que amo." Felipe Cruz Instagram O susto foi suficiente para fazê-lo rever hábitos que carregava desde a infância. Filho de uma família com histórico de obesidade, Felipe sempre praticou esportes como futebol, judô e basquete, mas nunca conseguiu equilibrar a alimentação. Fast food fazia parte da rotina, com pedidos quase diários por delivery. A mudança começou de forma gradual. Paralelamente ao tratamento da saúde mental, que incluiu terapia e antidepressivos, Felipe passou a inserir a atividade física na rotina. Na época, ainda em um cenário de pandemia, montou uma pequena academia em casa e deu os primeiros passos. "Eu não comecei correndo. Com 120 kg, aquilo era mais uma caminhada misturada com trote. Foi tudo muito aos poucos." Felipe Cruz Instagram Musculação e corrida Pensando no emagrecimento e saúde, Felipe apostou na combinação entre musculação e exercícios aeróbicos. Enquanto a academia ajudava a fortalecer o corpo, as caminhadas evoluíram para trotes leves e, aos poucos, para corridas. "Comecei fazendo os dois juntos. Conforme fui emagrecendo, ganhei condicionamento e fui me apaixonando pela corrida", explica. Leia também A evolução aconteceu sem pressa. Em 2022, começou a participar de provas de 5 quilômetros, alternando caminhada e corrida. No ano seguinte vieram os 10 km. Em 2024 estreou na meia maratona. Já em 2025, completou sua primeira maratona. Segundo ele, o emagrecimento aconteceu nesse processo, ao longo de aproximadamente 18 meses. "Não foi linear. Tive meses muito bons e outros em que não perdi nada. Foi um processo normal, com altos e baixos, vida real mesmo." Felipe Cruz Instagram Rotina de treinos Quatro anos depois da mudança de hábitos, a rotina é completamente diferente. Felipe treina praticamente todos os dias e, em boa parte da semana, realiza dois treinos diários. Atualmente, a preparação é voltada ao triatlo, modalidade que reúne corrida, ciclismo e natação. A semana inclui três treinos específicos de corrida, sessões de bicicleta, natação, fortalecimento muscular e fisioterapia para prevenção de lesões. A musculação continua fazendo parte da programação pelo menos três vezes por semana, mas ganhou outra função. "O foco deixou de ser ganhar massa. Hoje a musculação serve para fortalecer o corpo e melhorar meu desempenho na corrida." Nos dias de fortalecimento, os exercícios priorizam glúteos, quadríceps, posteriores de coxa e estabilidade, regiões fundamentais para suportar o volume de treinos e reduzir o risco de lesões. A rotina ainda conta com sessões de fisioterapia duas vezes por semana. Initial plugin text Alimentação Felipe nunca seguiu dietas extremamente restritivas e afirma não ter cortado carboidratos. Adepto da dieta flexível, ele aprendeu a controlar as calorias e passou a priorizar alimentos in natura. No café da manhã, costuma consumir ovos, pão ou cuscuz. No almoço, arroz, feijão, proteína e salada. À noite, preparações como crepioca recheada com frango costumam aparecer no cardápio. Por praticar esportes de endurance, os carboidratos seguem presentes em todas as refeições. "Perdi 50 kg comendo carboidrato à noite. As pessoas têm um preconceito, mas o importante é o balanço da alimentação, não crucificar um alimento." Outra curiosidade é que ele não utiliza suplementos como whey protein ou creatina. Apenas géis de carboidrato durante treinos longos e competições. Mesmo mantendo uma alimentação equilibrada, não abre mão de momentos de flexibilidade. "Se quero comer uma pizza ou um hambúrguer, eu como. O que não muda são os treinos, não abro mão de trenar."
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