O que Alisson Becker tem no rosto? Dermatologista explica a vermelhidão na pele do goleiro do Brasil e como cuidar
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June 24, 2026
A cada novo campeonato pela Seleção Brasileira, o goleiro Alisson Becker chama atenção pela vermelhidão em seu rosto. Na Copa do Mundo da FIFA 2026 tem acontecido o mesmo: apesar de seu visual totalmente repaginado, a condição de pele do atleta brasileiro se destaca em suas fotos e vídeos no mundial. O gaúcho sofre de uma condição chamada rosácea. Segundo o dermatologista Flégon David, ela se trata de uma doença inflamatória crônica da pele que afeta principalmente a região central do rosto, como bochechas, testa e queixo. Alisson Becker na Copa do Mundo FIFA 2026 Reprodução/Instagram Ela costuma se manifestar com vermelhidão persistente, episódios de ruborintenso (ou "flushing"), vasos sanguíneos dilatados aparentes, sensação de ardor ou queimação e, em alguns casos, pequenas pápulas e pústulas semelhantes à acne. O último, inclusive, costuma gerar dúvidas entre quem vê o rosto de Alisson e associa sua condição a um quadro grave de acne. "A confusão acontece porque uma das formas da rosácea apresenta pápulas e pústulas, que lembram muito as espinhas. No entanto, existem diferenças importantes. A acne geralmente cursa com cravos (comedões), algo que não ocorre na rosácea", esclarece o especialista. A rosácea não tem cura e há alguns fatores que podem agravar o quadro. Os gatilhos variam entre os pacientes, mas os mais conhecidos são: exposição ao sol, calor excessivo e mudanças bruscas de temperatura, banhos muito quentes, bebidas alcoólicas, alimentos muito quentes ou apimentados, alguns cosméticos irritantes, estresse emocional e exercícios físicos muito intensos. Inclusive, é possível que a rotina de treinos intensos como atleta agravem o caso de Alisson. "Exercícios físicos intensos elevam a temperatura corporal e aumentam o fluxo sanguíneo da pele, favorecendo episódios de rubor e piora temporária da rosácea. Além da exposição solar nos treinos e jogos ao ar livre", explica David. Neste caso, a orientação é não deixar de praticar atividades físicas e adotar estratégias para minimizar o aumento da temperatura, como treinar em ambientes climatizados quando possível, manter boa hidratação, utilizar proteção solar durante atividades ao ar livre e realizar pausas para resfriamento quando necessário. Cuidados com a rosácea Apesar de ser uma doença sem cura, ainda há formas de controlar e suavizar a rosácea através de tratamentos. "Hoje dispomos de tratamentos que conseguem reduzir significativamente os sintomas, diminuir as crises e melhorar muito a qualidade de vida do paciente. O sucesso depende da combinação entre medicamentos, cuidados diários com a pele e identificação dos gatilhos individuais", afirma o dermatologista. O principal cuidado é proteger a barreira da pele, usando sabonetes suaves, hidratantes específicos para pele sensível e protetor solar diariamente, de preferência com proteção contra luz visível. Davida ainda ressalta que é importante evitar produtos irritantes, como esfoliantes agressivos, ácidos em concentrações elevadas e cosméticos com álcool ou fragrâncias intensas. "Cada paciente deve aprender a reconhecer os fatores que desencadeiam suas crises e tentar evitá-los sempre que possível", destaca. Os tratamentos variam de acordo com cada caso, mas o dermatologista afirma que alguns dos produtos mais importantes e frequentemente recomendados são os sabonetes suaves (syndets) e os hidratantes para pele sensível. Ele também ressalta a importância do uso de protetores solares com FPS 50 ou superior, de preferência com cor, já que oferecem cobertura contra a luz visível, um dos principais fatores desencadeantes da rosácea. Além disso, medicamentos tópicos dependendo do subtipo da doença, tratamentos com laser e luz intensa pulsada podem ser excelentes opções para reduzir vasos aparentes e a vermelhidão persistente, principalmente quando associados aos cuidados clínicos.
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