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Exercício físico ajuda ou piora a psoríase? Dermatologistas respondem

GQ | Seu Guia de Moda Masculina, Cultura e Lifestyle [Unofficia… May 26, 2026
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Se você tem psoríase, provavelmente já sabe que ela é uma condição inflamatória. E, se se exercita regularmente — seja suando em uma aula de HIIT ou levantando pesos pesados — talvez esteja se perguntando, literalmente e figurativamente, se a inflamação aguda desses treinos está levando seu organismo ao limite. Conversamos com dermatologistas para entender se determinados exercícios podem ajudar ou piorar a psoríase e como adaptar sua rotina para evitar exacerbar as crises. É seguro se exercitar com psoríase? A boa notícia: você não precisa escolher entre sua pele e o seu shape. Exercícios não são apenas seguros para a maioria das pessoas com psoríase; eles são recomendados. Segundo Sandra Oska, dermatologista certificada em Los Angeles, a prática consistente de exercícios ajuda a reduzir a inflamação sistêmica. “Os exercícios podem ajudar a diminuir a atividade de citocinas pró-inflamatórias”, explica ela, incluindo TNF-alfa e IL-6, “ambas relevantes para a cascata inflamatória da psoríase”. Além disso, a atividade física melhora fatores metabólicos associados à doença — como sensibilidade à insulina e gordura visceral. “IMC elevado e maior percentual de gordura corporal estão associados a maior risco de psoríase e, frequentemente, a quadros mais severos”, continua a médica. Embora o exercício seja benéfico para todos, ele pode ser especialmente importante para pessoas com sobrepeso ou síndrome metabólica. E não se trata apenas da pele. A psoríase está ligada a taxas mais altas de depressão e ansiedade, então os efeitos positivos do exercício sobre o humor também são um grande benefício. Alguns treinos são melhores ou piores do que outros se você tem psoríase? Pode parecer contraditório, mas exercícios de alta intensidade — daqueles que deixam o rosto vermelho e a camiseta encharcada de suor — podem ser justamente os mais propensos a ajudar a acalmar a pele ao longo do tempo. “Explosões de exercício intenso podem funcionar como um estressor no curto prazo, mas a prática consistente geralmente reduz a inflamação crônica no longo prazo”, diz a Dra. Oska. Pesquisas observacionais reforçam essa ideia, incluindo uma revisão de 2018 com 13 estudos que mostrou que atividades físicas intensas estavam associadas a uma menor prevalência de psoríase. Shira Wieder, dermatologista certificada do Montefiore Einstein Advanced Care, faz apenas uma ressalva: para pessoas com artrite psoriásica — cujos sintomas incluem dores articulares, rigidez e fadiga — ela recomenda exercícios de baixo impacto, como natação, caminhada e yoga. Além disso, talvez seja necessário tomar cuidados extras dependendo do tipo de exercício e de onde suas placas aparecem. Exercícios físicos podem ajudar a reduzir a inflamação da psoríase — mas atrito e suor excessivo podem irritar a pele em algumas pessoas. FG Trade Brendan Camp, dermatologista e dermatopatologista em Nova York e Long Island, explica que pessoas com psoríase inversa (quando as placas aparecem em áreas de atrito entre dobras da pele, como axilas e virilha) precisam ter mais cautela. Exercícios com movimentos repetitivos nessas regiões — como corrida, remo, swings com kettlebell ou battle ropes — podem agravar a condição. Ele também recomenda limitar o atrito em áreas frequentemente afetadas, como cotovelos e joelhos, evitando, por exemplo, pranchas apoiadas nos antebraços, avanços profundos e crunches no cabo. O atrito pode desencadear novas lesões por meio do fenômeno de Koebner, resposta em que pequenos traumas na pele provocam placas em áreas antes não afetadas. “Alguns pacientes têm psoríase no couro cabeludo e se incomodam com o suor nessa região”, acrescenta a Dra. Oska. “Outros têm comprometimento nas palmas das mãos e solas dos pés, o que pode tornar desconfortável segurar pesos.” A medicação também é um fator importante. A Dra. Oska afirma que pacientes em uso de metotrexato podem sentir fadiga, enquanto quem toma acitretina pode sofrer com ressecamento e irritação da pele como efeito colateral. Se você sente dificuldade para completar os treinos ou terminar séries, o problema pode estar mais relacionado à medicação do que à falta de disciplina. Mais dicas para treinar com psoríase Além de respeitar o que seu corpo pede em determinado dia, existem outras formas de tornar os treinos mais confortáveis. Todos os dermatologistas entrevistados recomendam roupas leves, soltas e com tecidos que absorvam o suor, reduzindo o atrito. Bálsamos antiatrito também podem ajudar a diminuir irritações em áreas de maior fricção. E tomar banho após o treino é sempre uma boa ideia. “Suor não é sujeira, mas deixá-lo sobre uma pele já inflamada por muito tempo pode contribuir para irritação”, explica a Dra. Oska. Se você gosta de protocolos de recuperação como sauna, banho de vapor ou imersão em água fria, provavelmente não terá problemas, desde que as placas não estejam sensibilizadas ou lesionadas. “Não há muitos dados mostrando que ajudam, mas também é improvável que façam mal”, diz a Dra. Wieder. No fim das contas, não existe uma fórmula única para treinar com psoríase. Em alguns dias, sua pele vai tolerar suor e treinos pesados. Em outros, não. O ideal é ajustar a intensidade conforme necessário e buscar consistência, mesmo quando não for possível treinar tão forte quanto gostaria. “Para algumas pessoas em uma crise ativa, exercícios de baixa intensidade podem ser exatamente o que o corpo está pedindo”, conclui a Dra. Oska.

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