Cientistas planejam ressuscitar antílope-azul, extinto há mais de 200 anos
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May 19, 2026
Ainda há esperança para as espécies extintas - mesmo as que não andam mais por aqui há mais de dois séculos. É o que sugere a Colossal Biosciences, empresa americana de biotecnologia e engenharia genética, que vem trabalhando silenciosamente para ressuscitar o antílope-azul, extinto desde 1799. O grupo pretende incluir o antílope-azul como parte de seus planos de "desextinção" de espécies, que incluem o mamute-lanoso, o dodô e o tigre-da-tasmânia. O projeto pretende recriar o animal por meio de engenharia genética e trazê-lo de volta à vida. Nativo da África do Sul, essa linhagem, esguia e de tonalidade azulada, foi o primeiro grande mamífero africano levado à extinção pelos humanos, segundo registros históricos. O animal foi vítima da caça excessiva, expansão colonial e rápidas mudanças ambientais. Este antílope media cerca de 1,20 metro de altura e até três metros de comprimento, pesando entre 120 e 200 quilos. Os relatos históricos descreviam a pelagem do antílope-azul com um brilho azulado característico, provavelmente causado pela combinação de pontas pretas sobre uma base cinza-clara, o que produzia uma tom azul-ardósia sob a luz do sol. Além disso, outra característica marcante da espécie eram seus longos chifres curvados, orelhas curtas, juba curta e discreta, molares e pré-molares adaptados ao pastoreio, além de pelagem branca nas pernas e barriga. Foto por IA do antílope-azul, em processo de desextinção pela Colossal Biosciences Como funciona a "desextinção"? Os estudos da Colossal Bioscience começaram em 2024, quando a empresa extraiu o DNA de um espécime de antílope-azul no Museu Sueco de História Natural para reconstruir o genoma do animal extinto. Daí decodificaram suas variantes genéticas que expressam suas principais características para que pudessem ser estudadas. A partir disso, descobriram que seus parentes mais próximos são o antílope-sable e o antílope-ruão, do gênero Hippotragus. O último será usado como um substituto celular: significa dizer que a empresa irá editar seu DNA em um embrião criado em laboratório, para aproximá-lo da aparência do antílope-azul. Revistas Newsletter “Os antílopes africanos têm sido uma megafauna negligenciada pela conservação. Eles não possuem uma infraestrutura dedicada para tecnologias reprodutivas e contam com poucos recursos genômicos em comparação com outras megafaunas mais ‘carismáticas’, apesar de representarem um dos grupos de grandes mamíferos mais diversos e ameaçados do planeta. O projeto de desextinção nos permite construir todos esses recursos, desenvolver um conjunto de ferramentas de conservação que ajudará a restaurar espécies de antílopes onde quer que elas estejam em risco", diz em nota Beth Shapiro, diretora científica da Colossal Biosciences. Ben Lamm, CEO da empresa, prevê o nascimento de um espécime nos "próximos anos", e não em décadas. Ele compara com seus experimentos com o lobo-terrível, dizendo que o o antílope-azul irá exigir mais edições genéticas em comparação com a outra espécie que eles tentam "desextinguir".
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