{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreie2spjxdb22t5cszkx3x3brjuwbdv7rkd3edzaoz4ncraf2egwcpm",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3mp752pvl6np2"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreiflimtjvoov7vfglnm3mvx36rx4cgbl2ld3gkmmm6kwt4hdzpikbe"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 75330
  },
  "path": "/saude-e-bem-estar/canetas-emagrecedoras-podem-afetar-olfato-e-paladar-aponta-estudo",
  "publishedAt": "2026-06-26T13:25:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, podem estar associados a alterações no olfato e no paladar. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery. O uso virou questão de saúde pública em Mato Grosso do Sul, por conta do contrabando de tirzepatida do Paraguai.  A análise usou registros de um grande banco de dados de saúde dos Estados Unidos, o TriNetX, que reúne informações de prontuários eletrônicos de milhões de pacientes. No recorte do estudo, foram avaliados quase 1 milhão de adultos com diabetes tipo 2 e sem histórico prévio de distúrbios de olfato ou paladar.  Segundo reportagem do jornal O Globo, os pesquisadores dividiram os participantes em dois grupos com tamanho equivalente. Em um deles estavam pacientes que iniciaram tratamento com análogos de GLP-1 após o diagnóstico. No outro, pessoas que utilizaram medicamentos diferentes para controle da doença. O objetivo foi reduzir diferenças clínicas, demográficas e socioeconômicas entre os grupos.  Durante o acompanhamento de até dois anos, os cientistas observaram que o grupo que usou GLP-1 apresentou maior incidência de alterações sensoriais. O risco geral de distúrbios de olfato e paladar foi 48% mais alto em comparação ao grupo controle. Quando analisados separadamente, os distúrbios de olfato tiveram aumento de 81% e os de paladar, de 52%.  Apesar disso, os próprios dados mostram que esses efeitos continuam sendo raros, atingindo menos de 0,5% dos pacientes avaliados. Ou seja, o aumento é estatisticamente relevante, mas o evento em si é pouco frequente.  Os autores afirmam que os resultados sugerem uma possível relação entre os medicamentos da classe GLP-1 e alterações na percepção sensorial. Eles levantam a hipótese de que isso pode envolver tanto receptores presentes nas papilas gustativas quanto mecanismos do sistema nervoso central ligados à percepção de sabor e cheiro.  No estudo, os pesquisadores também destacam que há indícios experimentais de que esses fármacos podem interferir na forma como o organismo percebe alimentos, especialmente sabores doces. Ainda assim, reforçam que o efeito geral sobre olfato e paladar não está totalmente esclarecido e precisa de novas pesquisas.  As chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, imitam a ação do hormônio GLP-1 no organismo. Elas ajudam a controlar a glicose, reduzem o apetite e aumentam a sensação de saciedade, o que explica a perda de peso observada em muitos pacientes.  Os autores do estudo defendem que os achados não mudam o uso atual desses medicamentos, mas indicam a necessidade de acompanhamento clínico mais atento em possíveis efeitos menos conhecidos.",
  "title": "Canetas emagrecedoras podem afetar olfato e paladar, aponta estudo"
}