{
  "$type": "site.standard.document",
  "bskyPostRef": {
    "cid": "bafyreiavnktnb3ijw3gbmisf3j23nxhovn6mjhio4dk43jcildy3ok5dmi",
    "uri": "at://did:plc:xid3zrexgnaohygesh3xtdjm/app.bsky.feed.post/3moy7orjp6462"
  },
  "coverImage": {
    "$type": "blob",
    "ref": {
      "$link": "bafkreifbwsskxiartgrgehy7uutok42wahiyrfen45i3tyxgt7y3gos32m"
    },
    "mimeType": "image/jpeg",
    "size": 410099
  },
  "path": "/cidades/capital/defesa-diz-que-r-222-mil-achados-na-casa-de-medico-suspeito-de-fraude-e-licito",
  "publishedAt": "2026-06-23T19:15:00.000Z",
  "site": "https://www.campograndenews.com.br",
  "textContent": "Casal de médicos investigado na Operação Neuro Complexus, encabeçada pela Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), nega qualquer origem ilícita dos R$ 222 mil em espécie encontrados na casa dele, em 16 de abril. O consultório também foi alvo de busca e apreensão. Segundo o advogado Lucas Arguelho, que faz a defesa de marido e mulher, a origem do dinheiro pode ser plenamente comprovada como lícita.  “Todas as fontes são lícitas e vamos comprovar isso ao longo do processo”, afirmou a defesa. Os médicos Wolnei Marques Zeviani e a esposa, Mariana Mazzuia, são referência em neurocirurgia em Mato Grosso do Sul e conforme Lucas, “todos os procedimentos médicos realizados pelos profissionais investigados foram executados em estrito cumprimento da lei”, ou seja, diante de determinação judicial e amparados por laudos.  Eles são investigados junto com outros profissionais da saúde e com a advogada Luciana Tosta em um suposto esquema criminoso que fraudava o sistema de judicialização da saúde, bloqueando verbas públicas para procedimentos médicos de alta complexidade com valores superfaturados. O rombo estimado aos cofres públicos chegaria a R$ 6.529.208,57.  O advogado disse que teve acesso apenas ontem ao inquérito e aos termos da investigação, sem ter tido tempo hábil para se aprofundar nos detalhes. Entretanto, analisa que os dados da investigação estão incipientes e precipitados. “Todos os procedimentos foram autorizados judicialmente e realizados por ineficiência do Estado. O Ministério Público foi favorável aos procedimentos”, afirmou.  Em nota, a defesa sustentou também que as cirurgias foram determinadas pela Justiça “justamente pela inércia e ineficiência do Estado em fornecer minimamente um tratamento digno e adequado à saúde e à vida do paciente”, reforçando que os médicos são os principais interessados na elucidação completa dos fatos e já se colocaram à inteira disposição das autoridades.    Também estabeleceu que “pede-se, neste momento, respeito ao princípio constitucional da Presunção de Inocência, evitando-se julgamentos precipitados que possam causar danos irreparáveis a profissionais com décadas de dedicação à medicina e à vida humana.”   Operação  - O grupo suspeito de desviar dinheiro com as fraudes na judicialização das neurocirurgias seria dividido em três núcleos: médico, jurídico e interlocutor.  O primeiro núcleo envolve três médicos especialistas em neurocirurgias e procedimentos de alta complexidade. Eles atuavam na elaboração de orçamentos, realização dos procedimentos e recebimento dos recursos públicos. Contudo, os valores apresentados por esses profissionais eram até 70% maiores do que os praticados por outros médicos.  No núcleo jurídico, foi constatado que, a partir de 2022, ao menos 40 ações foram apresentadas pela mesma advogada, Luciana Tosta Quintana Ribas, com pedidos de bloqueio de verbas públicas na Justiça para a realização de neurocirurgias consideradas urgentes. Pacientes e necessidade das cirurgias sempre foram reais.  A ponte entre os médicos e a advogada ficava a cargo de um policial civil aposentado que já foi lotado na PGE (Procuradoria-Geral do Estado). De acordo com a investigação, os pacientes entravam com as ações contra o Estado diante da necessidade de fazer a neurocirurgia. A partir daí, o esquema se articulava para fraudar os cofres públicos.  Os médicos suspeitos combinavam os orçamentos superfaturados e, posteriormente, as empresas ligadas a esses profissionais eram beneficiadas.",
  "title": "Defesa diz que R$ 222 mil achados na casa de médico suspeito de fraude é lícito"
}