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"publishedAt": "2026-06-23T11:45:00.000Z",
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"textContent": "A saúde mental deixou de ser um assunto restrito aos consultórios e passou a ocupar espaço estratégico dentro das empresas, das famílias e da sociedade. Esse foi o tema central do episódio do TáON que recebeu a psicanalista, neurocientista e especialista em desenvolvimento humano, Dra. Pollyaneh Oliveira. Durante a entrevista, Pollyaneh compartilhou sua trajetória profissional, que começou a partir da maternidade aos 18 anos. A curiosidade em compreender o comportamento infantil levou a profissional a aprofundar seus estudos em pedagogia, neuropedagogia, neurociência, análise do comportamento, psicanálise e terapia dos esquemas. \"Hoje, a minha curiosidade é entender como o ser humano funciona na sua camada mais profunda. Entender a origem das dores, dos sofrimentos e dos comportamentos\", explicou Pollyaneh. Ao longo da conversa, a especialista destacou que muitos dos problemas emocionais enfrentados pelos adultos têm origem na infância e refletem diretamente na vida profissional, nos relacionamentos e na forma como as pessoas lidam com desafios e frustrações. Segundo ela, uma criança que cresce sem afeto, validação emocional ou limites equilibrados pode desenvolver padrões que acompanharão toda a vida adulta. \"Quando uma criança cresce sem uma estrutura emocional funcional, ela pode se tornar um adulto extremamente competente, mas que nunca se sente bom o suficiente. O problema não é a falta de competência, mas feridas emocionais antigas que moldam comportamentos e não foram tratadas\", afirmou Pollyaneh. Sociedade cada vez mais conectada e emocionalmente distante Outro ponto abordado no episódio foi o impacto da tecnologia e das redes sociais na saúde mental da população. Para a especialista, a velocidade das informações e a hiperconectividade estão contribuindo para o aumento dos casos de ansiedade, exaustão emocional e dificuldades nos relacionamentos. \"Nunca tivemos tanta informação e tanta conexão digital, mas nunca estivemos tão desconectados de nós mesmos e dos nossos relacionamentos\", destacou a Doutora. Ela também chamou atenção para a forma como crianças e adolescentes estão sendo educados atualmente. \"Hoje eu vejo dois extremos: a ausência emocional dos pais e a superproteção. As crianças precisam de amor, mas também precisam desenvolver autonomia, responsabilidade e tolerância à frustração. Ninguém nasce com essas habilidades\", ressaltou Polly. Burnout, ansiedade e os sinais que não podem ser ignorados Durante o bate-papo, Pollyaneh explicou que transtornos como burnout e ansiedade costumam apresentar sinais muito antes do colapso emocional. Irritabilidade, alterações de humor, esquecimento, dificuldade de concentração, baixa produtividade e isolamento são alguns dos sintomas que merecem atenção. A profissional compartilhou, inclusive, uma experiência pessoal ao enfrentar um quadro de burnout após um período de intensa sobrecarga de trabalho. \"Eu percebi o esquecimento, a dificuldade de concentração e a exaustão. O mais difícil foi admitir que precisava de ajuda. A cura começou quando eu falei em voz alta que estava com burnout\", relatou. Segundo ela, reconhecer os sinais precocemente é fundamental para evitar agravamentos e buscar tratamento adequado. NR-1: obrigação legal ou oportunidade estratégica? Grande parte da entrevista foi dedicada às mudanças trazidas pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das empresas atenção aos chamados riscos psicossociais. Para Pollyaneh, muitas organizações ainda enxergam a nova exigência apenas como uma obrigação legal, quando, na verdade, ela representa uma oportunidade estratégica para melhorar resultados. \"O custo de não investir na saúde emocional é enorme. As empresas calculam a folha de pagamento, mas não calculam quanto custa um colaborador emocionalmente adoecido\", alertou. Ela destacou que afastamentos, conflitos internos, perda de talentos, absenteísmo e baixa produtividade são reflexos diretos de ambientes emocionalmente desgastantes. \"A empresa que entender a NR-1 como uma oportunidade histórica de investir em pessoas vai sair na frente. Quando eu invisto em pessoas, eu gero resultados consistentes e sustentáveis\", afirmou. A especialista também reforçou o papel das lideranças dentro desse novo cenário corporativo. Segundo ela, não basta boa vontade para conduzir equipes. É preciso preparo emocional, escuta ativa e desenvolvimento constante. \"Uma liderança emocional exige preparo. Exige aprender a ouvir, identificar sofrimento emocional, criar ambientes psicologicamente seguros e conduzir conversas difíceis\", destacou. Pollyaneh defendeu que líderes emocionalmente saudáveis influenciam diretamente a qualidade do ambiente de trabalho e os resultados da organização. \"Eu libero aquilo que está em mim. Se o líder está adoecido, ele influencia diretamente a equipe. Líderes saudáveis constroem ambientes saudáveis\", afirmou Pollyane. Ao encerrar a entrevista, Pollyaneh reforçou que a saúde emocional não pode ser ignorada nem dentro das empresas nem fora delas. Para ela, investir em autoconhecimento, fortalecer vínculos familiares e criar ambientes emocionalmente seguros são passos fundamentais para uma sociedade mais saudável. \"Não existe como deixar a saúde emocional do lado de fora da empresa. As emoções moldam a forma como pensamos, sentimos e reagimos. Quando entendemos isso, passamos a enxergar as pessoas de forma integral e os resultados aparecem naturalmente\", concluiu. O episódio completo do TáON com a Dra. Pollyaneh Oliveira está disponível nas plataformas digitais do programa e traz reflexões importantes para empresários, líderes, profissionais e famílias que desejam compreender melhor os desafios emocionais da atualidade. O episódio completo, está disponível no nossa Plataforma Digital no YouTube do podcast Tá ON, deixe seu like, ative o sininho para não perder os próximos episódios, siga o Instagram . Porque aqui, a cada história contada, a gente prova que o Tá ON é pra você. Conte sua história no Tá ON com José Marques entre em contato WhatsApp (67) 99284-1904.",
"title": "TáON: Dra. Pollyaneh fala sobre NR-1 e saúde mental"
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